Mudanças no setor de media e publicidade em 2025

O ano de 2025 trouxe grandes transformações no setor de media e publicidade em Portugal. A fusão entre a Omnicom e a Interpublic, a entrada do grupo italiano MFE no capital do grupo Impresa e o encerramento da Trust in News foram alguns dos eventos que marcaram este período de agitação.

Em janeiro, o ano começou com a abertura de um concurso público de comunicação, promovido pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), no valor de 6,8 milhões de euros. José Pimenta Machado, presidente da APA, destacou a importância desta iniciativa para sensibilizar os cidadãos sobre questões ambientais. O início do ano também foi assinalado pela mudança da marca Altice para Meo, com o intuito de unificar a comunicação no mercado.

Fevereiro trouxe um aumento significativo no consumo de conteúdos em plataformas de streaming, com 52,1% dos portugueses a utilizarem esses serviços. O publicitário Hugo Veiga, um dos mais premiados do mundo, regressou a Portugal, mas em novembro anunciou a sua saída do grupo WPP, o que gerou grande repercussão no setor de media.

Março ficou marcado pela assinatura do novo contrato de concessão da RTP, que substituiu um documento que estava em vigor desde 2015. O Conselho de Ministros aprovou também medidas para promover a literacia mediática, incluindo a oferta de assinaturas digitais a jovens.

Em abril, o setor enfrentou desafios, com a suspensão da plataforma de publicidade Playce, após a Autoridade da Concorrência a considerar ilegal. Este mês também foi importante para a rádio, que demonstrou resiliência durante um apagão geral.

Maio trouxe boas notícias com a vitória da Uzina e do Ikea no Clube da Criatividade de Portugal, enquanto o setor viu o surgimento da WPP Media, que substituiu o GroupM. Em junho, mudanças na direção da rádio e televisão pública foram anunciadas, com a saída de vários diretores.

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No verão, a Liga Portugal apresentou uma proposta para a centralização dos direitos televisivos, visando uma venda conjunta dos direitos de transmissão. A Media Capital adquiriu a dona dos jornais Nascer do Sol e I por um euro, relançando o projeto em setembro.

Agosto foi um mês de vitórias, com a Nova Expressão e a Nossa a vencerem o concurso da APA, enquanto setembro trouxe novidades com a autorização de novos canais pela ERC, criando 205 postos de trabalho.

Outubro foi um mês difícil, com o encerramento da Trust in News e o despedimento de 80 trabalhadores. Apesar disso, a revista Visão continuou a ser publicada. No final do mês, o setor lamentou a morte de Francisco Pinto Balsemão, uma figura importante na comunicação social.

Em novembro, o grupo MFE entrou oficialmente no capital da Impresa, enquanto o Estado passou a deter 100% da Lusa. O ano terminou com a fusão entre a Omnicom e a Interpublic, dando origem à Omnicom Media Portugal, com Bernardo Rodo a assumir a liderança.

O setor de media passou por um ano de grandes mudanças, refletindo a dinâmica e os desafios da comunicação em Portugal. Leia também: “As tendências do marketing digital em 2025”.

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Fonte: ECO

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