O aeroporto de Lisboa vai contar com um reforço de segurança, com a inclusão de 10 militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) a partir de sábado. Esta medida surge na sequência de uma formação ligeira que os militares receberam na sexta-feira, conforme revelou uma fonte policial à Lusa. A colocação dos militares na área das chegadas visa o controlo de passaportes e a redução dos tempos de espera, que têm sido uma preocupação constante.
Na terça-feira, o Governo anunciou a implementação imediata deste reforço como uma medida de contingência para o Aeroporto Humberto Delgado. Além da presença da GNR, foi suspenso o sistema europeu de controlo de fronteiras para cidadãos extracomunitários, conhecido como Sistema de Entrada/Saída (EES), durante três meses. A Comissão Europeia já manifestou a intenção de solicitar mais informações a Portugal sobre esta interrupção.
Apesar de não terem sido registados constrangimentos significativos esta manhã, a polícia alertou que os tempos de espera nas chegadas podem aumentar ao início da tarde, especialmente devido à chegada de cinco voos provenientes do Brasil, totalizando cerca de 1.200 passageiros. Este aeroporto já tinha recebido um reforço de 80 agentes da PSP durante o período festivo de Natal e Ano Novo, devido aos elevados tempos de espera.
Desde a implementação do novo sistema de controlo de fronteiras em 12 de outubro, os passageiros têm enfrentado longas filas, especialmente no aeroporto de Lisboa, onde as esperas podem chegar a várias horas. Para lidar com esta crise, o Governo criou uma task force de emergência no final de outubro. Desde 10 de dezembro, está a decorrer uma fase de recolha de dados biométricos, que inclui a obtenção de fotografias e impressões digitais dos passageiros, complicando ainda mais o processo.
Com a suspensão do EES, os passageiros fora do espaço Schengen voltarão a ser controlados pelo sistema anterior, que envolve a leitura do passaporte e, frequentemente, o carimbo manual para registar a entrada e saída. A PSP, que assumiu o controlo de passageiros nas fronteiras aeroportuárias em 2023, reconhece que, em determinados momentos, os tempos de espera não têm sido os desejáveis, devido a vários fatores.
A gestora do aeroporto de Lisboa, ANA, apontou a falta de recursos humanos e a má gestão do planeamento como causas para as filas. A situação é visível para os passageiros, que se deparam com balcões fechados e e-gates inoperacionais. O Sistema de Segurança Interna já tinha sugerido a possibilidade de suspender o EES durante o Natal para evitar filas.
O presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia (SNOP), Bruno Pereira, expressou preocupações sobre a segurança nacional, considerando que esta decisão representa uma cedência do Governo aos interesses económicos, além de ser um retrocesso em relação a uma medida da União Europeia. Ele sublinhou que os prazos para a implementação do sistema EES em Portugal não serão comprimidos, uma vez que a totalidade da União Europeia deve estar em conformidade até abril.
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Fonte: ECO





