A indústria da Zona Euro enfrenta um momento difícil, com a atividade a entrar em contração no final de 2025. Em dezembro, o Índice de Gerentes de Compras (PMI) do setor industrial, elaborado pela S&P Global, caiu para 48,8 pontos, descendo dos 49,6 pontos registados em novembro. Esta é a primeira vez em dez meses que a produção industrial recua, e a leitura está abaixo da previsão preliminar de 49,2 pontos. Valores abaixo de 50 pontos indicam uma contração da atividade.
Os dados mais recentes revelam uma desaceleração significativa na procura pela produção industrial na Zona Euro. A diminuição dos novos pedidos, a redução da carteira de encomendas e a continuação da diminuição dos stocks são os principais sinais desta perda de dinamismo. A Alemanha, a maior economia da região, apresentou o pior desempenho, com o PMI a atingir o seu nível mais baixo em dez meses. Itália e Espanha também registaram contração, enquanto a França destacou-se com um crescimento no PMI industrial, alcançando o melhor nível em 42 meses.
Para enfrentar a diminuição da procura, a indústria da Zona Euro tem recorrido à redução de preços, o que, por sua vez, resultou numa diminuição do número de postos de trabalho. Este cenário contrasta com a produção industrial na Ásia, onde as principais economias estão a encerrar 2025 numa posição mais favorável. As fábricas da região registaram um crescimento da atividade, impulsionado pelo aumento dos pedidos para exportação e pelo lançamento de novos produtos.
Os dados da S&P Global mostram que a atividade industrial na Coreia do Sul e em Taiwan, dois dos principais exportadores de tecnologia, interrompeu meses de declínio em dezembro. O PMI de Taiwan subiu para 50,9 pontos, superando a barreira dos 50 pontos pela primeira vez em dez meses. Da mesma forma, a Coreia do Sul registou um PMI de 50,1 pontos, marcando a primeira leitura expansionista desde setembro.
Ambas as economias beneficiam de um mercado em expansão para semicondutores, especialmente com o crescimento da inteligência artificial. O aumento das vendas e a melhoria nos índices de confiança, que atingiram o seu nível mais alto desde maio de 2022, são sinais positivos para a indústria asiática.
Em outras regiões da Ásia, a maioria das fábricas manteve um crescimento robusto, embora a Indonésia e o Vietname tenham mostrado algumas contenções na sua atividade. A Índia, por outro lado, enfrenta desafios, com o crescimento a ser o mais fraco em dois anos.
O panorama da indústria da Zona Euro é, portanto, um reflexo de um momento de incerteza, enquanto a produção industrial na Ásia parece estar a recuperar. Leia também: O impacto das políticas económicas na indústria europeia.
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Fonte: Sapo





