A Marinha portuguesa anunciou que, em 2025, acompanhou 69 navios russos, realizando um total de 373 ações de monitorização da chamada “frota fantasma”. Esta operação teve lugar nas águas sob jurisdição nacional e visa garantir a defesa e segurança do mar português, além de proteger infraestruturas submarinas críticas e o ambiente na Zona Económica Exclusiva.
Segundo um comunicado da Marinha, estas ações de vigilância são fundamentais para o cumprimento dos compromissos de Portugal no âmbito da Aliança Atlântica. A “frota fantasma” da Rússia, que opera frequentemente sob bandeiras de conveniência e com propriedade opaca, permite à Federação Russa exportar petróleo e outras matérias-primas, contornando as sanções impostas pelos países do G7 e seus aliados. Este fenómeno tem contribuído para o esforço de guerra russo na Ucrânia.
Em dezembro, o Reino Unido estimou que a “frota fantasma” russa é composta por entre 600 e mil petroleiros antigos, utilizados para driblar as restrições internacionais após a invasão da Ucrânia, que começou a 24 de fevereiro de 2022. Desde então, a Marinha portuguesa já realizou 191 missões deste tipo, acompanhando 212 navios da Rússia, incluindo embarcações militares, científicas e de apoio logístico.
Em 2025, as 58 missões de acompanhamento tiveram uma duração total de 606 horas, o que equivale a cerca de 25 dias consecutivos. Durante estas operações, participaram aproximadamente 2900 militares da Marinha, que percorreram mais de 6.815 milhas náuticas, ou seja, mais de 12.600 quilómetros.
A vigilância da “frota fantasma” é, portanto, uma parte crucial da estratégia da Marinha portuguesa para assegurar a segurança marítima e a proteção ambiental, enquanto cumpre com as suas obrigações internacionais. Leia também: O impacto das sanções na economia russa.
frota fantasma Nota: análise relacionada com frota fantasma.
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Fonte: Sapo





