O ano de 2026 promete ser crucial para a economia portuguesa, refletindo tendências que podem moldar o futuro do país. Pedro Castro e Almeida, Presidente Executivo do Santander Portugal, destaca que a criação de um espaço económico que fomente o crescimento e a inovação deve ser uma prioridade. Com 80% do financiamento empresarial dependente da banca, é essencial simplificar a regulação e a fiscalidade para facilitar transições importantes, como as verdes e digitais. Portugal tem a oportunidade de liderar esta agenda, utilizando o seu equilíbrio orçamental como alavanca.
A simplificação do IRS para 3 a 5 escalões e a eliminação da derrama estadual são propostas que visam estimular o crescimento das médias empresas. A banca terá um papel fundamental, devendo financiar projetos estruturantes e reforçar a competitividade, abrindo assim um novo ciclo em 2026.
Carlos Tavares, ex-CEO da Stellantis, alerta que 2026 será um ano decisivo para a União Europeia, onde a necessidade de realismo nas relações internacionais se tornará evidente. A diversificação dos parceiros comerciais será crucial para mitigar riscos associados a tensões geopolíticas. Portugal deve deixar de ser um país dependente de subsídios de Bruxelas e focar na criação de valor por si mesmo.
No sector do turismo, Margarida Almeida, CEO da Amazing Evolution, prevê uma normalização do crescimento, especialmente em regiões como o Algarve e a Madeira. No entanto, os Açores enfrentam incertezas relacionadas com a acessibilidade aérea. Lisboa, embora central, enfrenta constrangimentos no funcionamento do aeroporto, o que pode limitar o desenvolvimento do sector.
Paulo Monginho, CEO da OGMA, salienta que as empresas devem focar na gestão de pessoas, na integração da inteligência artificial e na cibersegurança, enquanto Duarte Gomes Pereira, da ASFAC, menciona que a economia global enfrenta incertezas que podem impactar a confiança dos consumidores e a dinâmica do mercado.
Francisco Teixeira, Country Manager da WPP, destaca que a inteligência artificial será cada vez mais importante no investimento publicitário, mas a criatividade humana continuará a ser fundamental. Sérgio Raposo Frade, do Grupo Crédito Agrícola, prevê que as principais economias deverão crescer em 2026, com Portugal a beneficiar de um clima favorável ao investimento.
Carlos Lobo, professor da Faculdade de Direito, aponta que, apesar de indicadores macroeconómicos positivos, a perceção de mal-estar económico persiste. A estrutura do país, marcada pela burocracia e desorganização, precisa de uma simplificação radical para libertar o potencial económico.
Por fim, Gonçalo Regalado, CEO do Banco de Fomento, acredita que 2026 trará oportunidades significativas para as empresas portuguesas, especialmente com o novo acordo UE-Mercosul. O Banco de Fomento está preparado para apoiar o investimento, prevendo um aumento significativo no financiamento para empresas.
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Fonte: Sapo





