Perspectivas para o crédito à habitação e mercado imobiliário em 2026

À medida que nos aproximamos de 2026, é fundamental compreender as expectativas em torno de dois temas cruciais para as famílias e investidores: o crédito à habitação e o mercado imobiliário. Embora seja arriscado fazer previsões, analisar os sinais e indicadores pode ajudar a tomar decisões mais informadas para o novo ano.

Após um período de volatilidade, 2026 poderá trazer uma maior previsibilidade, embora ainda existam desafios que exigem um planeamento cuidadoso. Esta combinação de estabilidade e prudência pode ser uma oportunidade para quem procura decisões sustentáveis no setor imobiliário.

O mercado imobiliário deverá continuar a valorizar-se, embora de forma menos acentuada do que nos últimos anos. A procura está condicionada pelo aumento significativo dos preços das habitações, e não se antecipa uma correção brusca. Assim, quem deseja comprar casa terá de ser paciente e considerar novas localizações. Nas áreas urbanas, a oferta escassa e a procura constante sustentam a resiliência do mercado, enquanto nas zonas periféricas poderão surgir oportunidades para quem procura crédito à habitação, especialmente com uma visão de médio e longo prazo.

A médio prazo, as iniciativas do Governo, como incentivos à construção e reabilitação urbana, disponibilização de terrenos públicos e reforço do arrendamento acessível, deverão ter um impacto positivo. No entanto, é importante ter em mente que os resultados não serão imediatos. Muitas pessoas não podem adiar a compra da casa por muito tempo, devido a questões familiares ou financeiras.

Relativamente às taxas de juro, o Banco Central Europeu indicou que não se esperam alterações significativas. A prioridade é garantir a estabilidade e controlar a inflação. As projeções para a Euribor sugerem uma tendência de estabilidade, com valores próximos de 2,2% em um ano e 2,3% em dois anos. Para quem já possui crédito à habitação ou está a considerar contratar, esta evolução é encorajadora, pois não se prevê um aumento abrupto, embora os níveis historicamente baixos não regressem.

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A inflação, embora controlada, ainda influencia a política monetária e, consequentemente, os custos do crédito à habitação. Espera-se uma recuperação moderada da confiança das famílias, mas com uma abordagem mais racional nas escolhas. O planeamento financeiro será crucial para equilibrar compromissos e poupança, evitando riscos desnecessários.

Apesar das perspetivas positivas, não podemos ignorar o contexto global de incertezas. Tensões geopolíticas ou choques inesperados podem rapidamente alterar o cenário económico. Por isso, é vital adotar uma postura prudente, mantendo a atenção nas oportunidades que um mercado mais estável pode oferecer. Neste contexto, com as taxas de juro em níveis considerados neutros, pode ser um bom momento para avaliar um crédito à habitação com taxa mista ou fixa, pois isso pode proporcionar maior previsibilidade nos custos mensais e minimizar riscos.

Em 2026, o foco deve ser preparar-se para o melhor, em vez de esperar por ele. A estabilidade das taxas, a moderação do mercado e a inflação controlada criam condições para um planeamento financeiro sólido. Com informação, prudência e uma visão estratégica, é possível transformar desafios em oportunidades e garantir que as decisões financeiras de hoje sustentem a tranquilidade de amanhã.

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Fonte: Doutor Finanças

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