A Câmara Municipal do Seixal anunciou, na passada sexta-feira, que irá apresentar uma queixa à Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) contra a E-Redes. Esta ação surge em resposta aos repetidos cortes de eletricidade que têm afetado diversas freguesias do concelho, nomeadamente Fernão Ferro, Amora, Corroios e Arrentela.
Em comunicado, a autarquia sublinha que a situação se agravou significativamente nos últimos dias, causando transtornos a famílias, negócios e serviços essenciais. A Câmara considera que os cortes de eletricidade são inaceitáveis e revelam uma falha grave da E-Redes na prestação de um serviço público vital. “A interrupção sistemática do fornecimento de eletricidade compromete a qualidade de vida da população e o funcionamento normal do concelho”, afirma a autarquia.
Além da queixa formal, a Câmara do Seixal planeia solicitar uma reunião com a Delegação do Seixal da Ordem dos Advogados. O objetivo é garantir apoio jurídico aos munícipes afetados, proporcionando-lhes a informação e o acompanhamento necessários para a defesa dos seus direitos. “Estamos a utilizar todos os instrumentos institucionais ao nosso alcance para proteger a população”, afirma Paulo Silva, presidente da Câmara Municipal do Seixal.
A autarquia também agendou uma reunião urgente com a E-Redes para o próximo dia 7 de janeiro. Durante este encontro, a Câmara exigirá esclarecimentos sobre as causas dos cortes de eletricidade e a apresentação de um plano de intervenção que elimine as falhas recorrentes. A autarquia espera que a E-Redes apresente um plano estruturado para reforçar a rede elétrica, especialmente na freguesia de Fernão Ferro, com prazos claros para a execução das medidas.
A Câmara Municipal do Seixal considera inadmissível que os cortes de eletricidade ocorram frequentemente e muitas vezes sem aviso prévio. Esta situação tem causado prejuízos significativos ao comércio local, às instituições e aos serviços públicos. “A situação é grave, prolongada e inaceitável. A Câmara está a agir com firmeza, porque este problema deve ter consequências e ser resolvido”, conclui o autarca.
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Fonte: ECO





