Defesa em 2026: Candidatos à Presidência expressam opiniões

O investimento em defesa será um dos temas centrais nas eleições presidenciais de 2026, especialmente num contexto internacional marcado pela guerra na Ucrânia e o conflito em Gaza. Embora o Presidente da República não detenha poderes executivos, a sua posição sobre a diplomacia e a segurança nacional é crucial. O ECO reuniu as declarações dos cinco principais candidatos a Belém: André Ventura, António José Seguro, Henrique Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes e João Cotrim de Figueiredo.

Luís Marques Mendes, candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP, destacou que a decisão da NATO de aumentar o investimento em defesa para 5% do PIB representa um “desafio sério” para Portugal. Para ele, a União Europeia deve aproveitar esta oportunidade para desenvolver a sua autonomia estratégica. Mendes defende que a autonomia em segurança e defesa não se resume a gastar mais, mas a gastar melhor e de forma europeia. Ele elogiou as Forças Armadas portuguesas, que têm sido reconhecidas em várias operações de paz, e sublinhou a importância de multiplicar essas missões para reforçar a imagem de Portugal no exterior.

Henrique Gouveia e Melo, que se apresenta como independente, reconheceu que a meta de 5% do PIB em defesa é “muito ambiciosa”, mas enfatizou a necessidade de maior transparência nas decisões de investimento. O ex-chefe do Estado-Maior da Armada defendeu que a população deve ser informada sobre as prioridades e o retorno económico do investimento em defesa, criticando a opacidade que rodeia o tema.

António José Seguro, apoiado pelo PS, argumentou que o investimento em defesa deve focar na inovação e tecnologia, que beneficiem também outras áreas como a economia e a proteção civil. Embora reconheça a importância de aumentar a autonomia europeia na defesa, ele alertou para a prudência em relação à meta de 5%, afirmando que “antes de gastar mais, é preciso gastar melhor”.

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André Ventura, do Chega, defendeu uma maior ligação de Portugal às instituições militares, criticando o desleixo europeu na defesa. No entanto, ele opôs-se ao envio de tropas portuguesas para a Ucrânia, enfatizando a necessidade de evitar que jovens portugueses sejam enviados para conflitos.

Por fim, João Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, reiterou que a NATO é a “garantia de defesa” de Portugal, mas sublinhou que é essencial explicar aos cidadãos a necessidade de investimento em defesa. Ele alertou para a importância de garantir que não haja ameaças no extremo oriental da Europa.

O investimento em defesa é, portanto, um tema que promete gerar intensos debates nas próximas eleições. Leia também: “A importância da segurança nacional nas eleições de 2026”.

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Fonte: ECO

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