No passado sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um ataque militar na Venezuela, resultando na captura do presidente Nicolás Maduro e da sua esposa. A operação, descrita como um ataque de grande escala, foi comunicada pelo próprio Trump através da rede social Truth Social.
Testemunhas em Caracas relataram explosões e colunas de fumo nas primeiras horas da manhã, especialmente na zona sul da capital, onde se localiza uma importante base militar. A interrupção de eletricidade na área foi um dos efeitos imediatos do ataque. O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, afirmou em um vídeo que o país resistirá à presença de tropas estrangeiras. A vice-presidente Delcy Rodríguez também comentou que o governo não tem informações sobre o paradeiro de Maduro e da sua esposa.
A situação na Venezuela é particularmente relevante para Portugal, uma vez que o país abriga uma das maiores comunidades portuguesas na diáspora, sendo a segunda maior na América Latina, apenas atrás do Brasil. O governo português está a monitorizar a situação de perto, mantendo comunicação com a embaixada em Caracas e com outros governos europeus. Uma fonte do Executivo português confirmou que as autoridades estão a acompanhar os desenvolvimentos em tempo real.
O Ministério das Relações Exteriores de Espanha fez um apelo à moderação, sublinhando a importância do respeito pelo direito internacional e oferecendo-se para ajudar a encontrar uma solução pacífica para a crise.
Por sua vez, a Rússia condenou o ataque, considerando-o um “ato de agressão armada”. O Ministério das Relações Exteriores russo expressou preocupação e destacou a necessidade de evitar uma escalada do conflito, defendendo que a América Latina deve permanecer como uma zona de paz e que a Venezuela deve ter o direito de determinar o seu próprio futuro sem intervenções externas.
O Irão, aliado da Venezuela, também criticou o ataque, considerando-o uma violação da soberania nacional. O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano pediu ao Conselho de Segurança da ONU que intervenha para deter o que consideram uma agressão ilegal e responsabilizar os envolvidos.
A situação continua a evoluir, e as repercussões do ataque na Venezuela poderão ter impactos significativos nas relações internacionais. Leia também: a resposta da comunidade internacional ao ataque na Venezuela.
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Fonte: ECO





