O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reuniu-se na passada sexta-feira com Qiu Xiaoqi, representante do governo chinês, em Caracas. Este encontro bilateral teve lugar no Palácio de Miraflores e contou com a participação da vice-presidente Delcy Rodríguez e do chanceler Yván Gil. O embaixador da China na Venezuela, Lan Hu, também esteve presente.
Durante a reunião, Maduro e Qiu discutiram o aumento das tensões com os Estados Unidos, que culminaram na captura de Maduro e da sua mulher no dia seguinte. A emissora estatal Venezolana de Televisión (VTV) informou que o objetivo principal do encontro foi “revisitar os laços de cooperação entre Venezuela e China”. Os dois países mantêm mais de 600 acordos bilaterais que abrangem áreas como energia, infraestrutura, tecnologia e financiamento.
Este encontro ocorre num contexto de críticas por parte do regime chinês à pressão militar dos Estados Unidos nas Caraíbas, iniciada em agosto do ano passado. Pequim considera que as operações norte-americanas representam uma violação do direito internacional, especialmente após a apreensão de dois petroleiros que transportavam petróleo venezuelano.
Em declarações anteriores, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, expressou a oposição de Pequim a sanções unilaterais contra a Venezuela. Segundo ele, essas medidas “carecem de fundamento no direito internacional” e não têm autorização do Conselho de Segurança da ONU.
A situação torna-se ainda mais complexa com o recente anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de um ataque a uma área portuária na Venezuela, supostamente ligada a uma rede de narcotráfico associada ao regime de Maduro. Este ataque ocorreu um dia antes da prisão de Maduro, intensificando as tensões entre os dois países.
A relação entre a Venezuela e a China continua a ser um ponto fulcral, especialmente em tempos de crise. A cooperação entre os dois países poderá ser um fator determinante para a Venezuela, que enfrenta desafios económicos significativos. Leia também: O impacto das sanções na economia venezuelana.
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Fonte: Sapo





