Expectativas de fusões e aquisições em 2026: TAP e Logoplaste

O ano de 2026 promete ser um período de “otimismo prudente” no que diz respeito às fusões e aquisições em Portugal, com a reprivatização da TAP a ser um dos negócios mais aguardados. Este processo, que envolve a venda de 49,9% da companhia aérea, tem sido adiado, mas no segundo semestre de 2025 avançou com manifestações de interesse de grupos como Air France-KLM, IAG e Lufthansa. A autorização do Governo para convidar esses grupos a participar na segunda fase da alienação traz perspetivas positivas para esta transação.

Além da TAP, a venda da Logoplaste também está a gerar expectativas. O fundo de pensões canadiano OTPP, acionista maioritário da empresa de embalagens, está a alienar a sua posição de 60%. A operação pode avaliar a empresa em cerca de 1,7 mil milhões de euros, com interessados como Apollo Global Management, CVC DIF e KKR, conforme noticiado pela Bloomberg. A seguradora GamaLife também está na corrida, com a Generali, o banco italiano BFF e o BPCE a serem selecionados para a segunda fase.

A advogada Cláudia Cruz de Almeida, da Vieira de Almeida, acredita que 2026 será um ano ativo para o mercado de fusões e aquisições, impulsionado pela recuperação do mercado transacional e um ambiente económico favorável. A estabilidade macroeconómica, a banca bem capitalizada e a elevada liquidez são fatores que devem sustentar o aumento de negócios de maior dimensão. Contudo, ainda será necessário trabalhar para reduzir a diferença entre as expectativas de preço dos vendedores e as avaliações de mercado.

Tomás Vaz Pinto, coordenador do departamento de Corporate da Morais Leitão, partilha do mesmo otimismo, destacando que muitos fundos internacionais estão a apostar em Portugal. Setores como saúde, tecnologia, imobiliário e infraestruturas devem continuar a dominar a agenda de fusões e aquisições, com a energia a ganhar relevância devido a projetos em andamento.

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Recentemente, a Semapa assinou um acordo para vender 100% da Secil à espanhola Cementos Molins por 1,4 mil milhões de euros, um negócio que impulsionou as ações da cimenteira e que promete animar o mercado em 2026. Filipa Barreto, sócia da KPMG Portugal, prevê um aumento no número de transações, com a possibilidade de megadeals já no primeiro trimestre, especialmente nos setores de infraestruturas e transportes.

Os indicadores macroeconómicos e os incentivos previstos no Orçamento do Estado apontam para um ambiente mais favorável em 2026, embora a prudência seja necessária devido ao contexto internacional. José Maria Corrêa de Sampaio, da Abreu Advogados, considera que as perspetivas são moderadamente positivas, com o Banco de Portugal a prever crescimento impulsionado pela execução de fundos europeus.

Em suma, as fusões e aquisições em Portugal estão a entrar num ciclo promissor, com a TAP e a Logoplaste a serem protagonistas deste cenário. Leia também: “As principais tendências do mercado de M&A em 2026”.

fusões e aquisições Nota: análise relacionada com fusões e aquisições.

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Fonte: ECO

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