O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, manifestou a possibilidade de visitar a Venezuela nos próximos meses, caso se revele necessário. Durante uma cerimónia em Câmara de Lobos, Albuquerque comentou a situação política do país sul-americano, afirmando que os Estados Unidos não permitirão a continuidade do regime chavista.
“Se tiver que ir [à Venezuela], vou. Mas vamos aguardar o que se vai passar, pois ainda há indefinição em relação ao poder de transição”, disse Albuquerque aos jornalistas. O líder madeirense também considerou participar na concentração organizada por associações de venezuelanos na Praça do Povo, no Funchal, sublinhando o seu apoio à comunidade.
Na sua análise, Albuquerque acredita que os Estados Unidos não aceitarão que os remanescentes do chavismo conduzam a transição de regime na Venezuela. Ele expressou a esperança de que ocorra uma “transição pacífica para uma democracia plena”, embora reconheça a incerteza sobre como esse processo se desenrolará. “Neste momento, existe alguma nebulosidade sobre esta situação”, acrescentou.
O governante madeirense informou que a comunidade venezuelana na Madeira, estimada em mais de 11 mil pessoas, está a ser acompanhada desde o início do fim de semana. Referiu que, fora de Caracas, as cidades como Maracay e Valência apresentam uma “vida quase normal”, apesar de alguma apreensão. Em Caracas, alguns supermercados abriram, mas há receios de que a rutura na cadeia de abastecimento possa provocar saques.
Albuquerque enfatizou que, neste momento, não há um exercício de poder definido na Venezuela. “Com a saída de Maduro, resta saber quem vai assegurar este período de transição”, disse, sublinhando a necessidade de se encontrar um caminho claro para o futuro do país. Ele também levantou questões sobre a possibilidade de negociações ou intervenções militares, considerando que o atual cenário é de expectativa.
O presidente do Governo Regional destacou que a comunidade venezuelana na Madeira está “plenamente integrada” e que os que vieram para a região não enfrentaram problemas significativos. Quanto ao possível regresso destes cidadãos à Venezuela, Albuquerque argumentou que uma democracia plena e um crescimento económico no país seriam benéficos para todos, incluindo para a Madeira.
Recentemente, os Estados Unidos lançaram um ataque em grande escala contra a Venezuela, visando capturar o líder Nicolás Maduro e a sua mulher, o que levou o governo venezuelano a declarar um estado de exceção. Este desenvolvimento acentua a complexidade da situação política no país e a necessidade de uma solução pacífica.
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Fonte: Sapo





