UE recomenda que companhias aéreas evitem espaço aéreo da Venezuela

A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) emitiu uma recomendação urgente para que as companhias aéreas evitem sobrevoar o espaço aéreo da Venezuela. Esta medida surge na sequência dos recentes ataques dos Estados Unidos, que elevaram as tensões na região e aumentaram os riscos associados aos voos civis.

A EASA sublinha que, devido aos ataques norte-americanos, é provável que a Venezuela mantenha um elevado estado de alerta nas suas forças aéreas e unidades de defesa. A autoridade europeia alerta para a possibilidade de ações militares adicionais, o que eleva o risco de erro de cálculo ou identificação incorreta durante os voos. Estes fatores tornam o espaço aéreo da Venezuela um local potencialmente perigoso para a aviação comercial.

Além da EASA, a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) também proibiu as companhias aéreas americanas de operar no espaço aéreo das Caraíbas, citando os perigos associados à crescente atividade militar na região. Esta decisão impactou significativamente o tráfego aéreo, com várias companhias a cancelar voos para destinos populares como Porto Rico, Ilhas Virgens e Aruba.

A situação na Venezuela tornou-se ainda mais crítica após um ataque militar dos EUA, que visava capturar o líder do país, Nicolás Maduro, e a sua esposa. O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que os EUA irão governar a Venezuela até que uma transição de poder seja concluída, embora ainda não esteja claro quem assumirá a liderança após a queda de Maduro. O governo venezuelano reagiu denunciando a “gravíssima agressão militar” e decretou um estado de exceção.

A comunidade internacional encontra-se dividida em relação a esta intervenção. Enquanto alguns países condenam as ações dos EUA, outros saudam a possibilidade de uma mudança de regime na Venezuela. António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, expressou a sua “profunda preocupação” com a escalada de tensões e alertou para as possíveis consequências negativas para a região.

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Neste contexto, a EASA reitera a importância de evitar o espaço aéreo da Venezuela, uma recomendação que poderá ter um impacto significativo nas operações das companhias aéreas europeias e na segurança dos voos civis. Para mais informações sobre a situação na Venezuela e suas implicações, leia também: “Impacto da crise venezuelana no turismo da região”.

espaço aéreo da Venezuela espaço aéreo da Venezuela Nota: análise relacionada com espaço aéreo da Venezuela.

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Fonte: Sapo

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