Colômbia critica EUA por bombardeio a Caracas, primeiro na América do Sul

O Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, expressou a sua indignação em relação aos Estados Unidos, que se tornaram o primeiro país a bombardear uma capital sul-americana, após o ataque a Caracas no último sábado. Petro destacou que, ao longo da história, figuras como Netanyahu, Hitler, Franco e Salazar nunca realizaram tal ato, sublinhando a gravidade da situação. “Os EUA são o primeiro país do mundo a bombardear uma capital sul-americana em toda a história da humanidade. Que medalha terrível essa, porque os sul-americanos não a esquecerão durante as próximas gerações”, escreveu Petro na rede social X.

O líder colombiano também comentou que “a ferida fica aberta durante muito tempo”, mas enfatizou que “a vingança não deve existir”, pois “mata o coração”. Petro apelou à união da América Latina, afirmando que a região deve ser tratada como um centro vital do mundo e não como “servo e escravo”. Ele pediu ao Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que busque uma aliança entre os países latino-americanos, destacando que a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) não tem sido eficaz devido à sua regra de consenso absoluto.

Petro criticou a CELAC, afirmando que “atualmente não nos serve de nada” e referiu que a reunião virtual de ministros dos Negócios Estrangeiros convocada pela Colômbia não resultou em acordos concretos. O Presidente dos EUA, Donald Trump, reagiu às declarações de Petro, acusando-o de “fabricar cocaína” e ameaçando enviar uma missão norte-americana à Colômbia, semelhante àquela que atacou a Venezuela. Trump descreveu a Colômbia como “muito doente” e insinuou que o governo de Petro está envolvido no tráfico de droga.

Em resposta, Petro rejeitou as acusações de Trump, afirmando que “o meu nome em 50 anos não aparece nos ficheiros judiciais sobre tráfico de droga”. O Presidente colombiano pediu a Trump que parasse de caluniá-lo e sugeriu que o líder norte-americano consultasse especialistas em investigações sobre drogas na Colômbia, onde ele mesmo colaborou enquanto senador.

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A tensão entre a Colômbia e os EUA tem vindo a aumentar, especialmente após as recentes operações militares na Venezuela. Trump, em uma conferência de imprensa na Florida, reiterou as suas críticas a Petro, aconselhando-o a “tomar cuidado”. A situação na América Latina continua a ser um tema delicado, com a necessidade de uma abordagem unificada para enfrentar os desafios regionais.

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Fonte: Sapo

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