O segundo dia da campanha presidencial em Portugal foi marcado pela presença de Luís Montenegro, líder do PSD, que se juntou a Luís Marques Mendes em várias ações pelo país. A jornada começou com Mendes na feira semanal de Espinho, no distrito de Aveiro, enquanto a antiga líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, também fazia campanha em Almeirim, no distrito de Santarém.
Montenegro aproveitou a sua participação para saudar a posição da União Europeia, que defende uma transição pacífica na Venezuela. O candidato presidencial alertou que, ao ignorar o direito internacional, legitimam-se ações como as de Putin. Questionado sobre a postura do Governo português, Montenegro lembrou que a posição da UE inclui a assinatura de Portugal, sublinhando a importância da coesão nas políticas internacionais.
Enquanto isso, Jorge Pinto, candidato apoiado pelo Livre, visitou a Guarda e Nelas, onde se encontrou com a Associação dos ex-Trabalhadores das Minas de Urânio. O candidato a Belém destacou a importância do diálogo com as comunidades locais.
Henrique Gouveia e Melo, outro candidato presidencial, também esteve ativo na campanha, tendo visitado a fábrica da Delta em Campo Maior. Durante a visita, elogiou o falecido comendador Rui Nabeiro, fundador do grupo Delta Cafés, como um exemplo de empreendedorismo e coesão territorial.
André Ventura, líder do Chega, optou por uma agenda no Alentejo, lamentando a decisão judicial que obrigou à retirada de cartazes da sua campanha. Por outro lado, António José Seguro, apoiado pelo PS, prometeu uma separação total entre política e negócios, enfatizando o combate à corrupção como uma das suas principais bandeiras.
António Filipe, apoiado pelo PCP, e João Cotrim Figueiredo, da Iniciativa Liberal, também marcaram presença nas suas campanhas, abordando temas como a ambição de passar à segunda volta e a necessidade de evitar o voto com base no medo.
A participação de Montenegro na campanha de Mendes gerou reações entre os adversários. Gouveia e Melo criticou a tentativa de Montenegro de influenciar a escolha dos eleitores, afirmando que o próximo presidente não deve ser uma marioneta do Governo. Cotrim Figueiredo, por sua vez, considerou que o apelo de Montenegro ao voto em Mendes revela fraqueza.
Marques Mendes, por sua parte, alertou para a dispersão de votos ao centro, defendendo a necessidade de uma concentração em candidaturas moderadas e experientes. A figura de Pedro Passos Coelho, antigo primeiro-ministro, também foi evocada, com Cotrim Figueiredo a afirmar que o espírito reformista do PSD está presente na sua candidatura.
A campanha presidencial continua a aquecer, com os candidatos a intensificarem as suas ações e a debaterem questões cruciais para o futuro do país. Leia também: “Candidatos presidenciais abordam temas sociais e económicos”.
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Fonte: ECO





