Queda de Maduro impulsiona ações de armamento e valor do dólar

A recente queda de Nicolás Maduro no fim de semana trouxe uma nova dinâmica aos mercados financeiros. Com a promessa de uma nova era de “hard power” por parte dos EUA, os investidores começaram a avaliar quem poderia beneficiar num cenário geopolítico mais tenso. A resposta foi rápida: as empresas de armamento europeias.

O índice Stoxx Europe 600 subiu 0,35%, mas o destaque foi para o setor de defesa. As ações da Rheinmetall, o maior fabricante de armas da Alemanha, subiram 7%. A Hensoldt, também alemã, registou um aumento de 7,1%, enquanto a italiana Leonardo viu suas ações valorizarem mais de 6%. No Japão, a IHI Corporation teve um aumento de quase 10%, e a Mitsubishi Heavy Industries subiu 9,2%. Esta movimentação no mercado reflete uma tendência crescente de diversificação, à medida que os investidores procuram reduzir a concentração nas grandes empresas tecnológicas dos EUA, canalizando capital para o setor europeu da defesa, segundo Henrique Valente, analista da ActivTrades Europe.

Embora a remoção de Maduro pelos EUA não deva ter consequências económicas imediatas, as suas repercussões políticas e geopolíticas poderão ser significativas. “A queda de Maduro teve pouco impacto direto na economia global, mas mostrou a rapidez com que os mercados reinterpretam o equilíbrio de poder”, afirma Neil Shearing, da Capital Economics.

Além disso, o ouro também registou uma valorização de 2,3%, atingindo 4.430 dólares por onça. Os desenvolvimentos na Venezuela aumentaram a procura por ativos considerados refúgios seguros, como o ouro e a prata. Tim Waterer, analista-chefe de mercado da KCM Trade, destaca que os investidores estão a buscar proteção contra riscos geopolíticos.

No mercado norte-americano, os principais índices acionistas preparam-se para abrir em alta, com os contratos de futuros a registarem subidas entre 0,03% e 0,7%. As ações das petrolíferas norte-americanas também estão a beneficiar, após Donald Trump ter afirmado que os EUA irão assumir o controlo das reservas petrolíferas da Venezuela. Títulos da ConocoPhillips e da Chevron estão a negociar com ganhos superiores a 7%, enquanto a Exxon Mobil valoriza quase 5%.

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O dólar, por sua vez, continua a consolidar ganhos, com o índice do dólar a subir 0,25%, marcando o sexto dia consecutivo de valorização. A procura por títulos de dívida dos EUA também aumentou, levando a uma queda nas yields. A taxa média ponderada das obrigações do Tesouro a 10 anos dos EUA desceu 2,2 pontos base, situando-se agora em 4,167%.

A queda de Maduro, embora não tenha um impacto directo significativo na economia global, revelou a rapidez com que os mercados se adaptam a novas realidades. O capital está a fluir das tecnológicas norte-americanas para as empresas de defesa europeias, numa antecipação de um possível rearmamento político e económico. Entre o ouro, o dólar e a indústria militar, o cenário dos vencedores está a mudar, mesmo que o jogo continue o mesmo.

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Fonte: ECO

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