Setor vitivinícola português prevê 1.000 milhões em exportações até 2026

O Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) manifestou hoje otimismo em relação ao futuro das exportações de vinho português, prevendo que o setor possa alcançar a meta de 1.000 milhões de euros em exportações já em 2026. Francisco Toscano Rico, presidente do IVV, fez estas declarações durante uma visita a produtores de vinho na região de Trás-os-Montes, onde sublinhou que, após um período de incerteza no mercado global, é possível atingir esta meta, que corresponde a cerca de 50% da produção nacional.

Frederico Falcão, presidente da Viniportugal, referiu que a meta dos 1.000 milhões de euros deveria ter sido alcançada até 2023, mas não se concretizou. Agora, o novo objetivo é de 1,2 mil milhões de euros até 2030. Falcão apontou que a instabilidade provocada pelos Estados Unidos teve um impacto significativo nas exportações, mas mantém a confiança de que o setor conseguirá atingir a nova meta.

Mais do que simplesmente alcançar números, Falcão destacou a importância de garantir a sustentabilidade económica do setor vitivinícola. O aumento do preço médio de venda dos vinhos portugueses tem sido uma estratégia adotada, com o objetivo de fortalecer a posição do país nos mercados internacionais. “O setor tem vindo a crescer, ano após ano, no aumento do preço médio de exportação”, afirmou.

Portugal é reconhecido como um dos países com maior potencial exportador, com mais de 350 milhões de litros de vinho exportados anualmente. Toscano Rico explicou que os mercados internacionais estão a reconhecer a qualidade dos vinhos portugueses, que se destacam pelo preço competitivo em comparação com a qualidade oferecida.

Os principais destinos das exportações de vinho português incluem os Estados Unidos, Brasil, Reino Unido e França. Apesar de uma tendência de quebra no consumo de vinho a nível global, Portugal tem conseguido manter-se resiliente, o que leva o IVV a ser otimista em relação ao futuro do setor, mesmo face às incertezas criadas pelas tarifas americanas.

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Toscano Rico alertou que a falta de clareza nas regras comerciais levou os importadores americanos a reduzirem as suas encomendas, afetando diretamente as exportações para o principal mercado de Portugal. Contudo, ele acredita que, uma vez estabilizadas as regras, existem condições para um crescimento nas exportações de vinho no próximo ano.

“Estamos a observar sinais positivos nas vendas ao consumidor final de vinho português em outros mercados, o que é encorajador. É fundamental que todas as regiões do país trabalhem em conjunto para promover a imagem de Portugal no exterior”, concluiu Toscano Rico.

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exportações de vinho Nota: análise relacionada com exportações de vinho.

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Fonte: Sapo

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