2026: O ano do investimento em IA e tecnologias de defesa

O ano de 2026 promete ser um marco para o investimento em tecnologias de inteligência artificial (IA) e soluções de defesa em Portugal. Após o sucesso da startup Tekever, que se tornou um unicórnio, o país está a preparar-se para um novo ciclo de liquidez, mesmo face a um cenário geopolítico incerto que afeta os mercados financeiros.

As startups focadas em IA continuam a ser um dos principais alvos dos fundos de investimento. No entanto, um fenómeno emergente é o crescimento das tecnologias de uso dual, que têm aplicações tanto no setor da defesa como em contextos civis. Lurdes Gramaxo, partner da Bynd VC, destaca que “estamos a assistir ao aparecimento de uma nova geração de startups que desenvolvem soluções tecnológicas com essa dupla aplicação, captando cada vez mais a atenção dos investidores”. Para ela, a área da segurança e defesa é uma oportunidade relevante para Portugal, que possui competências em robótica, IA e comunicações seguras.

Stephan Morais, managing partner da Indico Capital, reforça esta visão, afirmando que “vários fundos de private equity e venture capital estão a olhar para empresas portuguesas na área da defesa”. Com o aumento do investimento em IA e tecnologias relacionadas, como robótica e biotecnologia, 2026 poderá ser um ano de grandes oportunidades.

Pedro Ribeiro Santos, da Armilar, acredita que a adoção generalizada da IA irá criar novas necessidades no mercado. “Deixará de haver ‘empresas de IA’, pois todas as empresas terão IA incorporada”, explica. Esta evolução trará desafios, especialmente na cibersegurança, onde os ataques cibernéticos se tornam mais sofisticados.

O investimento em IA e tecnologias de defesa é crucial, especialmente num ano em que o SIFIDE indireto, uma ferramenta importante para a captação de capital, será descontinuado. Apesar das incertezas, muitos fundos ainda têm capacidade de investimento, o que é encorajador. “Não haverá impacto nos próximos três anos, pois muitos fundos ainda estão ativos”, afirma Morais.

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Entretanto, há preocupações sobre o futuro. Vasco Pereira Coutinho, CEO da Lince Capital, alerta que o fim do SIFIDE indireto poderá ter um impacto negativo na atração de investimento e na criação de emprego em Portugal. Contudo, há esperança com o anúncio do lançamento de um Fundo de Fundos pelo Banco Português do Fomento, que poderá transformar o panorama de investimento no país.

O ano de 2026 será, assim, um período de grandes expectativas para o investimento em IA e tecnologias de defesa em Portugal. As startups estão preparadas para aproveitar as oportunidades que surgem, e o ecossistema de investimento poderá beneficiar de novas iniciativas que visam fortalecer o setor. Leia também: O impacto do SIFIDE no ecossistema de startups em Portugal.

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Fonte: ECO

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