Chevron mantém-se na Venezuela enquanto outras petrolíferas saem

A Chevron, a segunda maior petrolífera dos Estados Unidos, continua a operar na Venezuela, mesmo quando outras grandes empresas do setor se afastaram do país. Esta decisão reflete uma estratégia de longo prazo da Chevron, que vê oportunidades onde outros apenas enxergam riscos.

Desde a nacionalização do setor petrolífero por Hugo Chávez no início dos anos 2000, muitas petrolíferas, como a Exxon Mobil e a ConocoPhillips, abandonaram a Venezuela, enfrentando dificuldades em recuperar os seus investimentos. Em contraste, a Chevron decidiu permanecer, apostando que a recuperação do mercado e a valorização dos preços do petróleo compensariam os riscos associados.

O presidente da Chevron, Mike Wirth, afirmou recentemente que a empresa não se retira de mercados apenas por desacordos com governos. “Se tivéssemos saído de cada vez que estamos em desacordo com um governo, teríamos saído de todos os países, incluindo os EUA”, disse Wirth. Esta visão de resiliência tem sido fundamental para a presença da Chevron na Venezuela, que possui as maiores reservas de petróleo do mundo, mas cuja produção caiu drasticamente nas últimas décadas.

Atualmente, a Venezuela produz apenas cerca de 1% do consumo global de petróleo, uma queda acentuada em comparação com os 5% que representava em 1997. A Chevron, por sua vez, tem conseguido manter uma produção de cerca de 150 mil barris diários, o que a coloca numa posição privilegiada para capitalizar sobre futuras oportunidades de investimento, especialmente com a possibilidade de uma mudança política no país.

O governo dos EUA, sob a administração de Donald Trump, manifestou interesse em reavivar o setor petrolífero venezuelano, e a Chevron é vista como uma das principais beneficiárias dessa estratégia. O presidente da empresa tem trabalhado para convencer a Casa Branca da importância de manter a presença no mercado venezuelano, especialmente num contexto em que a produção de petróleo é crucial para a economia global.

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No entanto, a situação na Venezuela continua a ser complexa. A infraestrutura do setor petrolífero está envelhecida e a produção caiu para um terço dos níveis de há duas décadas. Além disso, a Chevron e outras empresas enfrentam o desafio de garantir que os contratos sejam respeitados para evitar novas nacionalizações.

Os investidores estão atentos a estas dinâmicas. As ações da Chevron subiram mais de 5% em Wall Street, refletindo a confiança no potencial de recuperação do mercado venezuelano. Contudo, a realidade é que a recuperação da produção de petróleo na Venezuela exigirá investimentos significativos e um ambiente político estável.

A Casa Branca está a planear reuniões com as principais petrolíferas dos EUA para discutir o futuro do investimento na Venezuela, após a queda de Nicolás Maduro. Apesar das promessas de apoio, ainda existem dúvidas sobre a disposição das petrolíferas em arriscar novos investimentos num país com um histórico de nacionalizações e instabilidade política.

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A Chevron continua a ser a única petrolífera ocidental autorizada a exportar petróleo da Venezuela, o que lhe confere uma vantagem competitiva significativa. No entanto, a empresa e os seus investidores devem estar preparados para um longo caminho até que a produção e a infraestrutura do setor sejam revitalizadas.

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Fonte: Sapo

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