A economia da Zona Euro continua a mostrar sinais de crescimento, embora a um ritmo mais moderado. O inquérito mensal do Hamburg Commercial Bank (HCOB), divulgado esta terça-feira, indica um recuo no índice composto, que passou de 52,8 pontos em novembro para 51,5 pontos em dezembro. Este valor, embora ainda acima da linha dos 50 pontos que separa a expansão da contração, revela uma desaceleração que renova os mínimos dos últimos três meses.
Cyrus de la Rubia, economista-chefe do HCOB, destaca que, apesar do abrandamento, o panorama geral é favorável. “As empresas aumentaram os seus níveis de contratação e os novos negócios continuam a indicar uma trajetória de crescimento”, afirma. O setor de serviços tem sido o principal motor deste crescimento, com sete meses consecutivos de expansão, compensando a fraqueza do setor industrial, que enfrenta desafios devido à menor procura externa e ao custo elevado do capital.
Embora o crescimento da economia ainda se mantenha, é importante notar que este é frágil e suscetível a choques. O recuo do índice PMI (Purchasing Managers’ Index) para o nível mais baixo em três meses é um sinal de alerta, especialmente num contexto de taxas de juro elevadas e uma procura externa enfraquecida. A recuperação é, portanto, a “meio gás”, com os serviços a desempenharem um papel crucial, mas não suficiente para garantir uma trajetória robusta e sustentada.
As empresas de serviços continuam a reportar crescimento, mas com uma crescente prudência nas decisões de investimento e contratação. Por outro lado, a indústria, que está mais exposta à desaceleração global, permanece como o elo mais fraco, puxando o índice composto para baixo. Para 2026, as previsões apontam para um crescimento moderado do setor de serviços, mas sem grandes mudanças na dinâmica económica.
Cyrus de la Rubia prevê que o setor industrial poderá beneficiar de uma maior procura por equipamentos de defesa e máquinas de construção, essenciais para a implementação de projetos de infraestrutura na Alemanha. No entanto, o crescimento económico deverá permanecer abaixo de 1%, o que, segundo o economista, não será impressionante.
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Fonte: ECO





