Pedir um empréstimo para a compra de casa em Portugal está a tornar-se mais acessível. Em novembro, a taxa de juro das novas operações de crédito à habitação desceu pelo décimo mês consecutivo, atingindo o valor mais baixo em mais de três anos. Segundo os dados divulgados pelo Banco de Portugal, a taxa média caiu para 2,82%, uma redução de 0,03 pontos percentuais em comparação com o mês anterior.
Esta descida das taxas de juro do crédito à habitação foi observada tanto em novos contratos como em contratos já existentes que foram renegociados. No caso dos novos contratos, a taxa média fixou-se em 2,82%, enquanto os contratos renegociados apresentaram uma taxa de 2,84%, com quedas de 0,02 e 0,06 pontos percentuais, respetivamente.
Quando comparado com outros países da Zona Euro, Portugal apresenta uma das taxas mais competitivas. A média na zona euro estabilizou em 3,3%, o que coloca Portugal como o terceiro país com a taxa de crédito à habitação mais baixa, situando-se 0,48 pontos percentuais abaixo da média da área. Apenas Malta e Espanha têm taxas inferiores. Em contraste, Letónia e Estónia registam as taxas mais elevadas da região.
Em termos de procura, as famílias solicitaram 2,1 mil milhões de euros em crédito à habitação em novembro, uma diminuição de 110 milhões em relação ao mês anterior. Os jovens até 35 anos continuam a ser os principais responsáveis por esta procura, representando 62% do montante total, beneficiando da garantia pública que facilita o acesso ao crédito.
No segmento das empresas, a taxa de juro média também apresentou uma ligeira descida, fixando-se em 3,66% em novembro, com uma redução de 0,01 ponto percentual face a outubro. As instituições financeiras concederam 2,23 mil milhões de euros às empresas, incluindo novos contratos e renegociações, o que representa uma diminuição de 335 milhões em relação ao mês anterior.
Com a continuação da descida das taxas de juro do crédito à habitação, espera-se que mais famílias possam beneficiar de condições mais favoráveis para adquirir a sua casa. Leia também: O impacto das taxas de juro na compra de imóveis.
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Fonte: ECO





