Portugal e o desafio dos grandes eventos internacionais

O setor dos grandes eventos internacionais, que abrange atividades corporativas, culturais, desportivas e institucionais, tem demonstrado um crescimento significativo e um impacto económico notável. Este ecossistema vai muito além da realização do evento em si, envolvendo áreas como hotelaria, restauração, logística e tecnologia. Após mais de três décadas de experiência neste domínio, acredito que Portugal tem todas as condições para reforçar a sua posição neste mercado, embora enfrente alguns desafios que requerem uma abordagem coordenada.

A localização geográfica de Portugal é uma vantagem competitiva inegável. O país serve como um ponto de ligação natural entre continentes, com acessos facilitados que o tornam especialmente atrativo para a realização de grandes eventos internacionais. Num mundo onde a segurança é um critério essencial, Portugal destaca-se ainda mais. Anualmente, clientes internacionais mencionam a combinação de acessibilidade e segurança como fatores decisivos na escolha do destino.

Outro aspecto que distingue Portugal é a qualidade da hospitalidade e o profissionalismo das suas equipas. O sucesso de um evento depende muitas vezes de detalhes que não são visíveis nas fotografias, mas que impactam a experiência final. É nesta área que Portugal tem ganho reconhecimento. Profissionais como técnicos, chefs e equipas de logística têm demonstrado uma consistência e capacidade de entrega amplamente elogiadas no estrangeiro. Esta reputação não se constrói apenas com brochuras; é o resultado de um trabalho contínuo, evento após evento.

Nos últimos anos, assistimos a uma evolução significativa das infraestruturas. Novos espaços modernos e tecnologicamente avançados surgiram, prontos para acolher eventos de diversas escalas. A hotelaria nacional também tem acompanhado esta evolução, apresentando qualidade e maturidade operacional que se equiparam às grandes capitais internacionais. Aqueles que acompanham o setor diariamente notam o salto evidente que foi dado.

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No entanto, para que o potencial de Portugal se concretize plenamente, é crucial enfrentar os desafios que ainda persistem. Um dos principais é a falta de uma estratégia nacional integrada. Embora existam iniciativas relevantes, estas continuam a ser demasiado dispersas. Os destinos que se destacam na captação de grandes eventos internacionais operam com planos coordenados e processos transparentes — um modelo que Portugal deve seguir para competir em alto nível.

Outro desafio é a pressão sobre as infraestruturas de mobilidade, especialmente em Lisboa. A capacidade atual não está a acompanhar a procura, o que limita a captação de eventos de maior escala. A mobilidade, os acessos e a fluidez operacional são tão importantes quanto a qualidade do espaço onde o evento ocorre.

Por fim, a burocracia ainda representa um obstáculo, travando decisões que precisam ser rápidas. Muitas oportunidades são conquistadas ou perdidas com a rapidez da resposta. Processos mais simples e eficientes poderiam aumentar a competitividade do país de forma imediata.

Apesar destes desafios, mantenho uma forte crença no potencial de Portugal. Essa confiança reflete-se no entusiasmo dos clientes internacionais, na competência das equipas e na qualidade do serviço que temos vindo a oferecer. Com uma maior coordenação, decisões estruturais na mobilidade e uma abordagem mais ágil, Portugal pode afirmar-se definitivamente no circuito internacional dos grandes eventos.

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Fonte: ECO

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