O Conselho de Administração da RTP emitiu um alerta sobre a possibilidade de a emissora ficar com “emissão a negro” ou enfrentar “falhas na transmissão radiofónica”. Este aviso surge devido à descontinuação do sistema tecnológico que suporta a operação da empresa. A administração justifica a necessidade de modernização tecnológica com a inclusão de 20 milhões de euros no Orçamento de Estado de 2026, destinados a um plano de reorganização e modernização da RTP. Além disso, está prevista a renovação dos estúdios da RTP em Lisboa ainda este ano.
Sónia Alegre, administradora responsável pela área financeira, esclareceu em audição que, relativamente ao financiamento, ainda não se sabe como será recebido ou quais os indicadores necessários. Contudo, garantiu que o processo será rigoroso e que não haverá “cheque em branco”. A administração da RTP também destacou a necessidade de autorização para a contratação de novos profissionais, seguindo um rácio de uma entrada para cada quatro saídas, no âmbito do plano de saídas voluntárias. A possibilidade de despedimentos coletivos não está em cima da mesa, uma vez que muitos trabalhadores estão próximos da idade da reforma.
Alegre sublinhou que o serviço público de televisão vai além do canal principal e que a estrutura de custos tem sido constantemente ajustada. No entanto, a margem para novos cortes está a diminuir. Desde 2016, as receitas da RTP têm estado estagnadas, com um crescimento anual de apenas 1,4%, enquanto as despesas aumentaram a uma taxa de 1,6%, o que está abaixo da inflação média de 2,4%. Este cenário evidencia o esforço da RTP em conter despesas desde 2017, embora a contenção de investimentos tenha sido uma realidade.
A RTP prevê terminar 2025 com um resultado negativo de 3,9 milhões de euros, mas espera uma ligeira melhoria em 2026, embora a situação possa agravar-se em 2027. Se forem excluídos os custos extraordinários do plano de saídas, o prejuízo do ano passado seria de um milhão de euros.
Em relação a uma polémica envolvendo o ministro da Educação, Nicolau Santos, presidente do conselho de administração, afirmou que a RTP foi o primeiro canal a permitir que o ministro esclarecesse as suas declarações em direto. A administração não se pronuncia diretamente sobre as afirmações do ministro, que foi criticado por supostamente estigmatizar alunos de famílias de baixos rendimentos.
Além disso, Santos revelou que a RTP enfrentou “uma enorme pressão” para não participar na Eurovisão devido à presença de Israel. No entanto, a RTP votou a favor de uma mudança no sistema de votação da Eurovisão, que visa maior transparência e controlo, garantindo assim a sua participação no festival.
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Fonte: ECO





