Timor-Leste apela à contenção na crise da Venezuela

O Governo de Timor-Leste manifestou hoje a sua preocupação com a situação na Venezuela, apelando à contenção e reafirmando o seu compromisso com o direito internacional. Este apelo surge em resposta à recente intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na remoção forçada do Presidente Nicolás Maduro.

Num comunicado oficial, o executivo timorense sublinhou a importância do respeito pela soberania dos Estados e a necessidade de resolver disputas de forma pacífica. “Timor-Leste reafirma o seu compromisso com o direito internacional, incluindo a não utilização da força contra a integridade territorial de qualquer Estado”, pode ler-se na declaração.

Os princípios defendidos por Timor-Leste estão consagrados na Carta das Nações Unidas e são considerados fundamentais para a proteção da independência de todos os países, especialmente os menores. O Governo timorense expressou ainda a sua preocupação com as consequências que a intervenção militar pode ter na vida civil e no potencial impacto humanitário.

“Timor-Leste apela à contenção, ao regresso ao diálogo e à diplomacia, e a uma resolução pacífica da situação, conforme o direito internacional e os princípios da Carta das Nações Unidas”, acrescentou o comunicado. Este apelo reflete a necessidade de um entendimento que evite a escalada do conflito e promova a estabilidade na região.

A intervenção dos Estados Unidos, que ocorreu no último sábado, visou capturar Nicolás Maduro e a sua esposa, com o objetivo de instaurar um novo governo até que uma transição de poder seja concluída. Ambos os envolvidos prestaram declarações em tribunal em Nova Iorque, onde se declararam inocentes das acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais. A próxima audiência está agendada para 17 de março.

A vice-presidente executiva Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina do país, contando com o apoio das Forças Armadas. A comunidade internacional está dividida em relação a esta intervenção, com algumas vozes a condenarem a ação dos Estados Unidos e outras a saudarem a queda de Maduro.

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A União Europeia defendeu que a transição política na Venezuela deve incluir líderes da oposição, enquanto o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para as “implicações preocupantes” que a ação militar pode ter, expressando a sua preocupação com a possível intensificação da instabilidade interna na Venezuela.

Leia também: A importância do direito internacional na resolução de conflitos.

direito internacional Nota: análise relacionada com direito internacional.

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Fonte: Sapo

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