Exportações dos países lusófonos para a China caem 4% em 2025

As exportações dos países de língua portuguesa para a China registaram uma queda de 4% nos primeiros 11 meses de 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Este dado, proveniente dos Serviços de Alfândega da China, revela que o bloco lusófono vendeu mercadorias no valor de 80,5 mil milhões de dólares (cerca de 68,8 mil milhões de euros) ao mercado chinês.

Segundo o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, este é o valor mais baixo para os primeiros 11 meses de um ano desde 2020, quando a pandemia de covid-19 começou a afetar as economias globais. A principal razão para esta descida nas exportações lusófonas é o Brasil, que continua a ser o maior fornecedor do bloco para a China. As vendas brasileiras caíram 2,7%, totalizando 105,4 mil milhões de dólares (90,1 mil milhões de euros).

Angola, o segundo maior parceiro comercial no bloco lusófono, também enfrentou dificuldades, com uma diminuição de 10,8% nas suas exportações, que se fixaram em 14,4 mil milhões de dólares (12,4 mil milhões de euros). Portugal, por sua vez, viu as suas vendas para a China descerem 7,7%, atingindo 2,66 mil milhões de dólares (2,27 mil milhões de euros).

Seis dos nove países de língua portuguesa reportaram uma queda nas suas exportações para a China. Moçambique registou uma diminuição de 8,7%, com vendas de 1,48 mil milhões de dólares (1,26 mil milhões de euros), enquanto a Guiné Equatorial viu as suas exportações descerem 27%, totalizando 710,2 milhões de dólares (607,1 milhões de euros). Cabo Verde, embora com um volume de vendas muito reduzido, também apresentou uma queda significativa de 38,9%.

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No entanto, nem todos os países do bloco lusófono enfrentaram um cenário negativo. Timor-Leste destacou-se com um aumento das suas exportações, que passaram de 636 mil dólares (545 euros) para 27 milhões de dólares (23,1 milhões de euros) no mesmo período. São Tomé e Príncipe viu as suas exportações mais que triplicarem, atingindo 54 mil dólares (46 mil euros), enquanto a Guiné-Bissau também registou um aumento, passando de mil dólares (855 euros) para oito mil dólares.

Em contrapartida, as exportações da China para os países de língua portuguesa tiveram um desempenho positivo, com um crescimento de 2,2%, totalizando 80,5 mil milhões de dólares (68,8 mil milhões de euros). Este é o valor mais elevado para os primeiros 11 meses desde que o Fórum de Macau começou a compilar estes dados em 2013.

O Brasil continua a ser o maior comprador do bloco lusófono, apesar de uma ligeira queda de 1,6% nas importações da China, que se fixaram em 65,4 mil milhões de dólares (55,9 mil milhões de euros). Portugal, por outro lado, aumentou as suas compras à China em 19%, totalizando 6,59 mil milhões de dólares (5,64 mil milhões de euros).

Apesar das vendas em queda, a China mantém um défice comercial com o bloco lusófono, que atingiu 44,3 mil milhões de dólares (37,8 mil milhões de euros) nos primeiros 11 meses de 2025. No total, as trocas comerciais entre os países de língua portuguesa e a China somaram 205,2 mil milhões de dólares (175,4 mil milhões de euros), uma diminuição de 1,7% em relação ao ano anterior.

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Fonte: Sapo

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