Pedro Castro e Almeida, Presidente Executivo do Santander Portugal, afirma que 2026 será um ano crucial para a Europa e, consequentemente, para Portugal. A criação de um espaço económico que promova o crescimento e a inovação, através da conclusão do mercado único, deve ser uma prioridade. Com 80% do financiamento empresarial a depender da banca, é fundamental simplificar a regulação e a fiscalidade, facilitando as transições verde, digital e de defesa. Portugal tem a oportunidade de liderar esta agenda, aproveitando o seu equilíbrio orçamental, mas é necessário ir mais longe: libertar o talento das pessoas e empresas para gerar mais riqueza, alinhando incentivos com objetivos claros. Uma proposta é simplificar o IRS para 3 a 5 escalões e eliminar a derrama estadual, que limita o crescimento das médias empresas. O papel da banca é claro: financiar projetos estruturantes, reforçar a competitividade e sustentar o crescimento, abrindo um novo ciclo em 2026.
Maria de Lurdes Rodrigues, Reitora do Iscte, acrescenta que o Panorama 2026, uma nova publicação do Instituto para as Políticas Públicas e Sociais, prevê que o crescimento do PIB português, embora modesto, se mantenha acima da média da União Europeia. Este crescimento poderá permitir uma maior convergência com o rendimento médio europeu, desde que a inflação permaneça estável e a política orçamental seja prudente. Contudo, a chave para um crescimento estrutural da economia portuguesa reside numa política de ciência robusta e na sua articulação com a inovação nas empresas.
Pedro Oliveira, Dean da NOVA SBE, destaca que a inteligência artificial (IA) será o motor de transformação nos negócios em 2026. A expectativa é de uma maior adoção da IA generativa em áreas como atendimento ao cliente, marketing e análise de dados, resultando em ganhos de produtividade. As empresas vão competir por talento e dados de qualidade, ao mesmo tempo que enfrentam crescentes exigências de conformidade e cibersegurança. Setores como banca, turismo e saúde devem liderar esta transformação, com oportunidades em soluções verticais e eficiência operacional.
Joaquim Brigas, Presidente do Instituto Politécnico da Guarda, refere que os salários continuarão a aumentar em 2026, impulsionados pela procura de mão de obra qualificada. No entanto, o crescimento só será sustentável se for equitativo em todo o território, o que exige um investimento reforçado no ensino superior.
Pedro Arezes, Reitor da Universidade do Minho, alerta para os desafios que a instabilidade geopolítica pode trazer às cadeias de valor globais e à confiança dos mercados. As universidades têm um papel fundamental na formação de talento crítico e na promoção da autonomia científica.
Alexandra Andrade, Country Manager da Adecco Portugal, sublinha que as empresas que se destacarem em 2026 serão aquelas que conseguirem alinhar tecnologia com um propósito humano, focando na liderança empática e na valorização do talento.
Álvaro Fernández, Diretor-Geral da Michael Page Portugal, prevê uma maior maturidade nas decisões empresariais, com um foco na retenção de talento e na adaptação às novas exigências do mercado.
Pedro Rocha e Silva, Managing Director da LHH | DBM Portugal, espera um crescimento moderado da economia em 2026, com a inteligência artificial a desempenhar um papel crucial na produtividade.
Rui Teixeira, Diretor Geral do ManpowerGroup Portugal, acredita que a procura interna e o consumo das famílias serão motores do crescimento, apesar das incertezas externas.
Luís Miguel Ribeiro, presidente da AEP, destaca a necessidade de inovação e de políticas que melhorem o clima de investimento para que as empresas portuguesas possam enfrentar os desafios que se avizinham.
Por fim, Paulo Gonçalves, diretor executivo da APICCAPS, tem esperança de que 2026 seja um ano de afirmação do calçado português nos mercados internacionais, enquanto José Couto, presidente da AFIA, espera que a Comissão Europeia implemente um plano de resgate para o setor automóvel.
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Fonte: Sapo





