Os Estados Unidos estão a mostrar que a sua nova estratégia de segurança não é apenas um documento sem valor. A Doutrina Monroe, que historicamente tem sido um pilar da política externa americana, está a ser reavivada com uma abordagem mais assertiva. Este regresso não é uma mera promessa, mas uma realidade que os países da América do Sul são pressionados a aceitar, muitas vezes à custa da sua própria soberania.
Cuba, Colômbia, México e Brasil estão entre as nações que devem estar atentas a esta nova dinâmica. A influência dos EUA na região é palpável e, com a Doutrina Monroe em vigor, a expectativa é que os países sul-americanos se alinhem com os interesses norte-americanos, mesmo que isso signifique uma forma de submissão.
Mas a estratégia dos EUA não se limita à América do Sul. A Gronelândia, uma ilha estrategicamente situada perto do Canadá, é vista como um ponto crucial na nova configuração geopolítica. Os Estados Unidos estão a estabelecer ali um limite oriental para o Hemisfério Ocidental, excluindo o resto da Europa deste novo cenário. Este movimento levanta questões sobre o futuro da NATO e se 2026 poderá ser o ano em que a aliança EUA-Europa se tornará obsoleta.
Além disso, a situação na Ucrânia complica ainda mais o panorama. A recente declaração do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky sobre a Venezuela levanta dúvidas sobre a capacidade da Ucrânia de se manter estável no contexto atual. A promessa de apoio militar por parte de países como a França e o Reino Unido é incerta, especialmente considerando a resistência da Rússia a qualquer intervenção ocidental.
Neste contexto, o programa “A Arte da Guerra”, apresentado pelo embaixador Francisco Seixas da Costa e pelo jornalista António Freitas de Sousa, analisa estas questões em profundidade. A discussão abrange desde a Doutrina Monroe até as implicações para a NATO e a Ucrânia, oferecendo uma visão abrangente sobre a atual geopolítica.
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Doutrina Monroe Doutrina Monroe Nota: análise relacionada com Doutrina Monroe.
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Fonte: Sapo





