Montenegro mantém confiança na ministra da Saúde após críticas

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, reafirmou a sua confiança na ministra da Saúde, Ana Paula Martins, durante o debate quinzenal no Parlamento, mesmo após a trágica notícia de três mortes em 24 horas de doentes que aguardavam socorro do INEM. Montenegro garantiu que “está no Governo e vai continuar no Governo”, respondendo assim ao pedido de demissão feito pelo Chega.

Montenegro sublinhou que a resolução dos problemas no setor da saúde não se faz com “jogadas político-partidárias”, mas sim com “convicção e resiliência”. O primeiro-ministro destacou que o seu Governo está a trabalhar para resolver questões estruturais na saúde e a reforçar os meios disponíveis. “Estamos a ter ganhos em termos de eficiência do sistema, e apesar das dificuldades, temos um sistema que responde com mais rapidez”, afirmou.

A resposta de Montenegro surgiu em resposta à insistência do líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, que questionou repetidamente se a ministra da Saúde continuaria em funções. O primeiro-ministro reiterou que a presença de Ana Paula Martins no Governo é fundamental para enfrentar os desafios do setor.

Além de defender a ministra da Saúde, Montenegro expressou as suas condolências às famílias das vítimas e anunciou um “maior investimento” no INEM, que inclui a aquisição de 275 novas viaturas, num total de 16,8 milhões de euros. Este investimento é considerado o maior dos últimos dez anos, destacando que, nos últimos anos, apenas foi gasto um quarto do que o atual Governo decidiu investir.

Montenegro também revelou que, em colaboração com a ministra da Saúde e a ministra do Trabalho, foi acordada a criação de uma resposta rápida que permitirá disponibilizar entre 400 a 500 camas em unidades intermédias, aliviando assim o sistema hospitalar de casos sociais.

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A situação crítica do INEM, que resultou em três mortes em apenas um dia, levou a que alguns candidatos presidenciais, como André Ventura e João Cotrim Figueiredo, exigissem a demissão da ministra da Saúde. Contudo, a posição de Montenegro parece firme, com um foco claro em resolver os problemas estruturais da saúde.

O primeiro-ministro também aproveitou a ocasião para anunciar um conjunto de reformas “estruturantes na mobilidade” para 2026, que inclui a transformação da ferrovia e a liberalização do mercado através de concessões e subconcessões.

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Fonte: ECO

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