O Conselho da União Europeia anunciou, esta sexta-feira, a aprovação oficial do acordo comercial com o Mercosul, um passo significativo após 25 anos de negociações. A decisão foi tomada por uma maioria qualificada dos países membros da UE e a assinatura do acordo está agendada para a próxima segunda-feira, no Paraguai.
Em comunicado, o Conselho da UE revelou que foram adotadas duas decisões que autorizam a assinatura do Acordo de Parceria UE-Mercosul (EMPA) e do Acordo Comercial Interino (iTA). Estes acordos são considerados um marco importante na relação entre a União Europeia e os países do Mercosul, que incluem Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
Michael Damianos, ministro cipriota do Comércio e atual presidente do Conselho da UE, destacou a relevância deste momento, afirmando que representa “um passo histórico em frente no fortalecimento da parceria estratégica da UE com o Mercosul”. Em tempos de crescente incerteza global, Damianos sublinhou a importância de reforçar a cooperação política e aprofundar os laços económicos entre as duas regiões.
José Manuel Fernandes, ministro do Ambiente e do Mar de Portugal, também se manifestou sobre o acordo, enfatizando as oportunidades que ele traz para produtos como vinho, azeite e queijo. “Temos aqui um acordo em que todos ganham”, afirmou, destacando os benefícios económicos que podem advir desta colaboração.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, também expressou a sua satisfação com a aprovação do acordo, que promete eliminar as taxas alfandegárias sobre 91% das exportações da UE e 92% das exportações do Mercosul. Esta medida visa facilitar o comércio entre as duas regiões e promover um desenvolvimento sustentável.
Este acordo comercial UE-Mercosul é visto como uma oportunidade para fortalecer as relações económicas e comerciais, promovendo um ambiente de negócios mais favorável. A eliminação de tarifas pode beneficiar não apenas os exportadores, mas também os consumidores, que poderão ter acesso a uma maior variedade de produtos a preços mais competitivos.
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Fonte: Sapo





