Libertação de opositores na Venezuela inclui ex-candidato presidencial

Na quinta-feira, o ex-candidato à presidência da Venezuela, Enrique Márquez, foi um dos primeiros opositores a ser libertado no âmbito de uma série de libertações anunciadas pelas autoridades de Caracas. A informação foi confirmada através de um vídeo partilhado por um jornalista local, onde Márquez expressou a sua alegria ao reencontrar a mulher: “Acabou tudo”.

Esta libertação ocorre menos de uma semana após a captura do Presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, durante uma operação militar sem precedentes em solo venezuelano, realizada a 3 de janeiro. Márquez, de 62 anos, tinha sido detido em janeiro de 2025 e, antes da sua prisão, liderou uma luta judicial contra a reeleição de Maduro, que a oposição e parte da comunidade internacional consideram ter ocorrido sob condições fraudulentas.

A libertação de Márquez faz parte de um movimento mais amplo, onde o governo venezuelano anunciou a libertação de um “número significativo” de presos, tanto venezuelanos como estrangeiros. O presidente do parlamento, Jorge Rodríguez, descreveu este gesto como uma tentativa de reforçar a paz e a convivência pacífica no país, sem distinção de ideologia ou religião. Contudo, não foram divulgados números exatos sobre quantas pessoas seriam libertadas.

Além de Márquez, também foi libertada a proeminente advogada venezuelana Rocio San Miguel, que tinha sido detida em fevereiro de 2024. O governo espanhol confirmou que cinco cidadãos espanhóis, incluindo uma pessoa com dupla nacionalidade, também foram libertados e estão a preparar-se para regressar a Espanha com o apoio da embaixada.

Rodríguez expressou agradecimentos a várias figuras internacionais, incluindo o ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero e o Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, pela colaboração neste processo de libertação.

Esta decisão do governo venezuelano surge num contexto de crescente pressão internacional e de um clima de instabilidade política no país. Segundo a ONG Foro Penal, atualmente existem 863 presos políticos na Venezuela, incluindo 86 indivíduos com nacionalidade estrangeira ou dupla nacionalidade.

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A libertação de opositores é um passo significativo, mas a situação política na Venezuela continua a ser complexa e volátil. Leia também: O impacto das recentes mudanças políticas na Venezuela.

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Fonte: ECO

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