Os lucros dos bancos dos EUA estão prestes a registar um aumento significativo no quarto trimestre de 2023, impulsionados pela recuperação da banca de investimento e pelo crescimento das fusões e aquisições. Esta previsão, avançada pela Reuters, aponta para resultados positivos que serão divulgados na próxima semana.
O JPMorgan Chase, o maior banco dos Estados Unidos, dará início à época de resultados a 13 de janeiro, seguido pelo Citigroup, Bank of America e Wells Fargo a 14 de janeiro, e pelo Goldman Sachs e Morgan Stanley a 15 de janeiro. A expectativa é que os resultados sejam favorecidos pela retoma das atividades de fusões e aquisições, conforme afirmam analistas consultados.
Stephen Biggar, analista bancário da Argus Research, destaca que “o quarto trimestre apresenta-se como a receita ideal para o crescimento consecutivo das receitas da banca de investimento”. O aumento da atividade de fusões e aquisições, um calendário crescente de ofertas públicas iniciais (IPOs) e a subida contínua da atividade de negociação em diversos mercados são fatores que devem contribuir para este crescimento.
Os dados da Dealogic revelam que a receita global da banca de investimento aumentou 15% em relação ao ano anterior, totalizando quase 103 mil milhões de dólares, o segundo valor mais elevado desde 2021. O JPMorgan lidera este segmento, enquanto o volume de fusões e aquisições disparou para 5,1 biliões de dólares em 2025, um aumento de 42% em relação a 2024.
Além disso, os analistas acreditam que o crescimento dos lucros dos bancos será sustentado por um aumento na concessão de empréstimos e pela expansão da margem líquida de juros. As políticas económicas do presidente Donald Trump, que incluem regulamentações mais leves e taxas de juros mais baixas, deverão facilitar a geração de novos negócios em 2024.
Uma economia robusta também deverá apoiar os lucros dos bancos, com previsões de um crescimento sólido do PIB dos EUA. Sean Dunlop, analista da Morningstar, afirma que “não prevemos uma recessão”, embora uma desaceleração no crescimento do emprego possa afetar a procura dos consumidores. No entanto, as inadimplências não deverão ter um impacto significativo nos resultados financeiros.
A inflação será um fator crucial a monitorizar à medida que os resultados financeiros se aproximam. Dunlop sugere que uma combinação de tarifas, estímulos fiscais e cortes de impostos poderá influenciar as expectativas sobre as taxas de juros, o que, por sua vez, poderá afetar os preços dos ativos e o fluxo de negócios.
Os analistas preveem que o lucro por ação (EPS) do JPMorgan aumente mais de 3% no quarto trimestre em comparação com o ano anterior, enquanto o Bank of America deverá ver um crescimento de quase 17%, impulsionado por uma maior receita líquida de juros. O Citigroup pode registar um aumento de 32% no EPS, devido aos ganhos nos mercados de capitais, e o Wells Fargo deverá ter um crescimento de 17,5% no EPS, apoiado por uma forte banca de investimento.
Por outro lado, o Goldman Sachs poderá enfrentar uma queda de quase 4,9% no EPS, após ter alcançado o maior lucro em três anos no quarto trimestre de 2024. O Morgan Stanley, por sua vez, deverá apresentar um aumento superior a 8% no EPS, impulsionado pelas receitas da banca de investimento.
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Fonte: Sapo





