Mário Centeno, antigo governador do Banco de Portugal, anunciou a sua disponibilidade para concorrer à vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE). Em declarações ao jornal Eco, Centeno afirmou sentir-se “motivado e qualificado” para o cargo, destacando que esta candidatura surge como parte do seu “persistente contributo para o aprofundamento da integração europeia”.
O ex-ministro das Finanças revelou que a sua decisão foi influenciada por contactos que manteve ao longo do seu mandato no Banco de Portugal. Centeno já era considerado um dos potenciais candidatos à sucessão de Luis de Guindos, cujo mandato termina em 31 de maio de 2026.
A Lusa tentou obter uma reação do Ministério das Finanças sobre a candidatura, mas até ao momento não recebeu resposta. Joaquim Miranda Sarmento, atual ministro das Finanças, já tinha manifestado a satisfação do Governo por ver um português a concorrer a um cargo de relevância na Europa, fazendo referência a outros casos de sucesso de portugueses em posições internacionais.
Além de Centeno, outros países, como Espanha, Finlândia, Letónia, Estónia, Croácia e Lituânia, também apresentaram candidatos. Entre os nomes mais destacados estão o antigo comissário europeu finlandês Olli Rehn e o economista croata Boris Vujčić.
A candidatura de Mário Centeno é vista como uma oportunidade para reforçar a presença portuguesa em instituições europeias de alto nível. O ex-governador tem um histórico sólido na área da economia e da política monetária, o que lhe confere uma posição vantajosa nesta corrida.
À medida que se aproxima o prazo para a apresentação de candidaturas, a expectativa em torno do futuro vice-presidente do BCE aumenta. A escolha do novo vice-presidente será crucial para a definição das políticas monetárias na zona euro nos próximos anos.
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Mário Centeno Mário Centeno Mário Centeno Nota: análise relacionada com Mário Centeno.
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Fonte: Sapo





