O governo britânico anunciou um investimento de 230 milhões de euros para preparar uma futura força de paz na Ucrânia. Este financiamento, que provém do orçamento militar de 2026, visa fornecer novos veículos, sistemas de comunicação e capacidades de proteção contra drones, assegurando que as tropas britânicas estejam prontas para um eventual destacamento. O Ministério da Defesa do Reino Unido sublinhou a importância deste investimento na preparação das suas forças.
Além disso, a produção de drones interceptores Octopus terá início este mês no Reino Unido, com o objetivo de reforçar as defesas aéreas da Ucrânia. O secretário da Defesa britânico, John Healey, esteve recentemente em Kiev para se encontrar com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, onde discutiram a situação atual e as necessidades de defesa do país.
Este anúncio faz parte de uma declaração de intenções assinada entre o Reino Unido e a França, na qual ambos os países manifestaram a sua disponibilidade para enviar tropas para a Ucrânia, caso ocorra um cessar-fogo. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, prometeu esclarecer os detalhes desta declaração o mais rapidamente possível, garantindo que qualquer envio de tropas terá de ser aprovado pelo Parlamento.
A Rússia, por sua vez, rejeitou veementemente este plano. A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, alertou que qualquer presença militar ocidental na Ucrânia seria considerada um “alvo legítimo” para Moscovo. Esta tensão entre os países reflete a complexidade da situação na região, que se agravou desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022.
O governo trabalhista de Keir Starmer reafirmou o seu compromisso em manter os investimentos na Defesa, especialmente após a revelação de um défice de 28 mil milhões de libras (cerca de 32 mil milhões de euros) no orçamento do setor. Um porta-voz do primeiro-ministro indicou que as exigências de defesa estão a aumentar devido à crescente agressão da Rússia.
De acordo com informações de Downing Street, o governo britânico planeia o maior aumento das despesas com a Defesa desde a Guerra Fria, totalizando 270 mil milhões de libras (aproximadamente 311 mil milhões de euros) apenas para esta legislatura. Londres comprometeu-se a aumentar as suas despesas com a Defesa para 3,5% do PIB até 2035, alinhando-se com as metas da NATO.
A Rússia, que invadiu a Ucrânia com o argumento de proteger minorias separatistas no leste do país, continua a exigir a cedência de várias regiões ucranianas, incluindo Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia, além da península da Crimeia, anexada em 2014. O Kremlin também exige que a Ucrânia renuncie à sua adesão à NATO, o que tem sido um ponto de discórdia nas negociações de paz.
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Fonte: Sapo





