Agricultores franceses e espanhóis protestam contra acordo UE-Mercosul

Agricultores franceses continuam a realizar protestos em várias regiões do país, com bloqueios em autoestradas e estradas, especialmente no sul. Neste domingo, cerca de 300 agricultores concentraram-se na entrada do porto de Le Havre, onde controlaram a passagem de camiões, permitindo apenas a circulação dos veículos dos funcionários do porto. Justin Lemaitre, secretário-geral do sindicato Jovens Agricultores do Sena Marítimo, destacou que a intenção é bloquear a passagem de alimentos que não cumpram as normas sanitárias e ambientais exigidas aos produtores europeus.

Na Catalunha, agricultores e criadores de gado, organizados pelo coletivo Revolta Pagesa, também mantêm bloqueios nas principais vias, como a AP-7 e a N-II, na província de Girona, e na C-16, perto de Berga. Estes protestos, que já duram quatro dias, visam contestar o tratado de comércio livre entre a União Europeia e o Mercosul, que está em negociação há mais de 25 anos e que poderá ser assinado no próximo dia 17 de janeiro, apesar da oposição de França.

As tentativas de mediação por parte do departamento de Agricultura da Generalitat não foram suficientes para acalmar os ânimos. Os agricultores exigem uma reunião com o ministro da Agricultura, Luis Planas, em vez de dialogar com o presidente da Generalitat, Salvador Illa. Até ao momento, não há previsão para o fim dos protestos, segundo fontes da Revolta Pagesa.

Os agricultores franceses, que realizam um rodízio de protestos com colegas de departamentos vizinhos, pretendem “filtrar, mas não bloquear” completamente o acesso ao porto de Le Havre, de forma a não interromper totalmente a atividade dos estivadores. Justin Lemaitre afirmou que, embora não se esperasse um fluxo significativo de camiões durante o dia, a intenção é estar presente quando o tráfego aumentar à noite, com previsões de 5.000 camiões por dia na segunda-feira.

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No sábado, entre 250 a 300 agricultores, alguns com tratores, convergiram para o porto de Le Havre, onde exibiram faixas com mensagens como “Mercosul, morte certa”. Outros bloqueios foram organizados em autoestradas no sudoeste de França, demonstrando a crescente insatisfação dos agricultores.

Os críticos do acordo com o Mercosul alertam que este poderá prejudicar a agricultura europeia, permitindo a entrada de produtos importados da América Latina a preços mais baixos e que não cumprem as normas europeias. O acordo, ao eliminar grande parte dos direitos aduaneiros, favorece as exportações europeias de automóveis, máquinas, vinhos, azeite e produtos lácteos, ao mesmo tempo que facilita a entrada na Europa de carne bovina, aves, açúcar, arroz, mel e soja.

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Fonte: ECO

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