Diferenças e semelhanças nas presidenciais de 1986 e 2026

As eleições presidenciais de 2026 marcam o fim de um ciclo eleitoral, tal como aconteceu em 1986, envolvendo autárquicas e legislativas. Apesar das diferenças históricas e dos protagonistas distintos, existem semelhanças notáveis entre os dois períodos. A palavra-chave “presidenciais 2026” surge como um ponto de reflexão sobre a evolução política em Portugal.

Em 1986, as presidenciais foram as únicas a realizar-se em duas voltas desde o 25 de Abril de 1975. O cenário político era marcado pela divisão entre esquerda e direita, num país que ainda se recuperava da ditadura. A primeira volta, realizada em janeiro, viu a disputa entre figuras como Maria de Lurdes Pintasilgo, Salgado Zenha e Mário Soares, que acabou por vencer e se tornou o primeiro presidente civil em 60 anos.

Em 2026, a estrutura eleitoral é semelhante, mas com um ciclo mais espaçado. As legislativas ocorreram em maio, seguidas das autárquicas em outubro, e as presidenciais estão agendadas para janeiro. O Chega, um partido de extrema-direita, surge como o novo desafiante do bipartidarismo, tal como o PRD fez em 1986. O PRD, na altura, obteve mais de um milhão de votos, enquanto o Chega, em apenas uma década, ascendeu a 60 deputados.

Outro ponto de comparação é a presença de candidatos militares. Em 1986, não havia militares nas eleições, ao contrário das primeiras eleições após a Revolução dos Cravos. O contexto atual, com a candidatura de figuras militares, reflete uma mudança significativa no panorama político.

A composição do parlamento também apresenta uma diferença marcante. Em 1986, a maioria era de esquerda, enquanto em 2026 a direita domina, com uma clara maioria de 151 deputados. Essa mudança reflete a evolução dos partidos e a dinâmica política em Portugal.

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A famosa tese dos “ovos no mesmo cesto”, utilizada por Mário Soares em 1986, foi reavivada por António José Seguro nas atuais eleições. Esta metáfora, que alerta para os riscos de concentrar poder em um único partido, continua a ser relevante no debate político contemporâneo.

Por fim, a questão dos candidatos “fantasma” também se repete. Em 1986, a desistência de Ângelo Veloso, apoiado pelo PCP, levou a que os votos por ele fossem considerados nulos. Em 2026, a situação é semelhante, com candidaturas invalidadas após a impressão dos boletins de voto.

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Fonte: Sapo

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