As Autoridades Europeias de Supervisão, que incluem a Autoridade Bancária Europeia (EBA), a Autoridade Europeia para Seguros e Pensões Ocupacionais (EIOPA) e a Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (ESMA), divulgaram na passada quinta-feira novas orientações sobre testes de stress ambientais, sociais e de governação, conhecidos como testes de stress ESG.
O principal objetivo destas diretrizes é uniformizar a forma como os supervisores nacionais, responsáveis pela supervisão de bancos e seguradoras na União Europeia, integram e avaliam os riscos ESG nos seus testes de stress. Estas orientações fornecem uma estrutura para a conceção desses testes, embora não introduzam novos requisitos obrigatórios para as autoridades supervisoras.
As novas diretrizes surgem em resposta às exigências do Artigo 100.º(4) da Diretiva dos Requisitos de Capital (CRD) e do Artigo 304.ºc(3) da Solvência II, que estipulam a publicação de orientações conjuntas até 10 de janeiro de 2026. As orientações serão traduzidas para todas as línguas oficiais da União Europeia durante o primeiro trimestre de 2026.
As Autoridades Europeias de Supervisão destacam que estas orientações visam promover uma abordagem consistente e flexível na realização de testes de stress ESG. A ideia é facilitar melhorias nas metodologias utilizadas e na disponibilidade de dados, permitindo que as instituições financeiras se preparem melhor para os desafios associados a riscos ambientais, sociais e de governação.
Esta iniciativa é um passo importante para garantir que os testes de stress ESG sejam realizados de forma eficaz e que as instituições financeiras estejam preparadas para enfrentar os riscos associados a estas áreas. A uniformização das diretrizes ajudará a criar um ambiente mais robusto e resiliente no setor financeiro europeu.
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Fonte: ECO





