A Golden Goose, marca italiana conhecida pelo seu estilo único e inovador, está a passar por uma fase de transformação após a venda da maioria das suas ações ao fundo chinês HSG. Em entrevista à The Scoop, uma newsletter da Vogue, o CEO Silvio Campara partilhou a sua visão sobre o futuro da marca e a sua abordagem ao mercado.
Campara afirmou que a Golden Goose nunca foi uma “marca de herança”, mas sim uma empresa em constante evolução. “Sempre estivemos em ataque, a criar o nosso próprio caminho”, disse. A venda da Golden Goose por 2,5 mil milhões de euros à HSG, que adquiriu a marca da Permira, que a comprou em 2020 por 1,26 mil milhões de euros, marca um novo capítulo na história da empresa.
Em termos de desempenho financeiro, a Golden Goose encerrou 2024 com resultados positivos. As receitas líquidas atingiram 654,6 milhões de euros, um aumento de 13% em relação a 2023. O EBITDA ajustado foi de 227,3 milhões de euros, com uma margem de 34,7%, e o resultado líquido foi de 52,7 milhões de euros. A empresa também reportou uma posição de caixa de 154 milhões de euros no final do ano e um rácio de alavancagem de 2,4x.
Campara destacou que as pessoas estão “profundamente frustradas” e que o verdadeiro luxo atualmente reside nas experiências e no tempo que se passa com os outros. “O verdadeiro luxo passou a ser o tempo e as experiências”, afirmou. Para responder a esta nova realidade, o CEO planeia transformar as lojas da Golden Goose em espaços de criação e interação comunitária. “Se o futuro passa pela comunidade, então tens de tornar essa comunidade mais interessante”, explicou.
Desde a sua fundação em 2000, a Golden Goose tem apostado em lojas próprias, uma estratégia que Campara reafirma como fundamental. O novo chairman não-executivo da marca será Marco Bizzarri, conhecido pelo seu trabalho na Gucci e na Bottega Veneta. Campara acredita que Bizzarri é a pessoa ideal para liderar a “revolução suave” da marca, que inclui um foco em cocriações e colaborações.
A Golden Goose está, assim, a preparar-se para um futuro onde a autenticidade e a experiência do cliente serão fundamentais. “A autenticidade é mais importante do que a escassez”, concluiu Campara. Esta nova abordagem poderá redefinir a forma como a marca se relaciona com os seus consumidores e como se posiciona no mercado.
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Fonte: ECO





