A campanha presidencial em Portugal entrou na sua fase decisiva, com uma série de surpresas e desafios para os candidatos. Na última semana, os antigos dirigentes políticos tentam impulsionar as suas preferências, enquanto os candidatos enfrentam uma corrida acirrada nas intenções de voto. A situação tornou-se ainda mais complexa com uma acusação de assédio sexual contra João Cotrim de Figueiredo, que está a ganhar força entre os 11 concorrentes. Uma ex-assessora parlamentar denunciou comentários inapropriados do candidato da Iniciativa Liberal, que prontamente desmentiu as alegações e anunciou a intenção de processar por difamação. “Estou de consciência absolutamente tranquila”, afirmou Cotrim, durante uma declaração na Covilhã.
As sondagens mais recentes da Pitagórica, divulgadas pela CNN Portugal, Jornal de Notícias e TSF, revelam uma corrida apertada. António José Seguro e João Cotrim Figueiredo estão praticamente empatados, com 21,4% e 21,1% das intenções de voto, respetivamente. André Ventura segue de perto com 19,7%, enquanto Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes apresentam resultados mais modestos, com 17% e 14,5%, respetivamente.
As declarações sobre uma possível segunda volta dominam as discussões entre os candidatos. Cotrim de Figueiredo, que se mostrou otimista quanto à sua passagem à segunda volta, não excluiu a possibilidade de apoiar qualquer candidato, incluindo André Ventura. Esta posição gerou críticas, com Luís Marques Mendes a acusá-lo de reconhecer a inutilidade do seu voto. “Cotrim está a admitir que não vai à segunda volta”, afirmou Mendes, durante uma ação de campanha em Paredes.
André Ventura, por sua vez, vê com naturalidade a possibilidade de apoio de Cotrim numa eventual segunda volta, mas não hesitou em criticar o liberal, considerando-o um “bloquista de fato e gravata”. Jorge Pinto, outro candidato, expressou a sua tristeza ao ver Cotrim a considerar apoiar Ventura, acusando-o de abdicar dos seus princípios.
Enquanto isso, Pedro Nuno Santos, ex-secretário-geral do PS, anunciou o seu apoio a António José Seguro, elogiando a sua capacidade de convencer até os mais céticos. Este apoio, que surge a poucos dias da votação, é um sinal de união entre diferentes alas do PS, apesar das suas diferenças.
Na reta final da campanha, os candidatos intensificam as suas agendas. A CGTP-IN convocou uma manifestação em Lisboa, onde António Filipe e Catarina Martins se juntaram a trabalhadores. Gouveia e Melo, por sua vez, visitou o Mercado do Livramento em Setúbal, enquanto João Cotrim de Figueiredo se dirigiu aos distritos de Coimbra e Viseu.
A campanha presidencial está a revelar-se um verdadeiro teste de resistência e estratégia, com os candidatos a tentarem conquistar o eleitorado até ao último momento. Leia também: “As principais propostas dos candidatos nas presidenciais”.
campanha presidencial campanha presidencial campanha presidencial Nota: análise relacionada com campanha presidencial.
Leia também: Cotrim de Figueiredo rejeita apoio a André Ventura na presidência
Fonte: ECO





