Entrou em funcionamento o primeiro projeto hídrico-solar em Portugal, uma iniciativa inovadora que combina eletricidade hídrica e solar terrestre. O complexo de Pracana, localizado nos concelhos de Mação e Proença-a-Nova, nos distritos de Santarém e Castelo Branco, possui uma capacidade total de 89 megawatts (MW).
Este projeto hídrico-solar é composto por uma central solar com 90 mil painéis solares, que contribui com 48 MW, e uma barragem com 41 MW, inaugurada em 1951. Juntas, estas infraestruturas têm a capacidade de produzir anualmente cerca de 140 GWh de energia, sendo 87 GWh provenientes da energia solar e 53 GWh da energia hídrica.
O conceito por trás deste projeto é conhecido como central híbrida, que visa maximizar a utilização da rede elétrica e dos recursos renováveis. A EDP, responsável pela implementação deste projeto hídrico-solar, destaca que esta é a primeira vez que combina as duas tecnologias a nível mundial.
Pedro Vasconcelos, administrador executivo da EDP e responsável pelo negócio do grupo na Península Ibérica, afirmou que “Pracana é mais um marco na nossa estratégia”. Ele acrescentou que ao unir a energia hídrica e solar terrestre, a empresa reforça a estabilidade do sistema, acelera a transição energética e minimiza o impacto ambiental. Este projeto hídrico-solar é um exemplo claro de como a inovação e a eficiência podem coexistir.
A EDP sublinha que a hibridização permite aumentar a produção de energia renovável utilizando as infraestruturas já existentes, como as redes de distribuição, o que resulta na redução de custos operacionais e na diminuição do impacto ambiental. Esta abordagem é especialmente relevante num contexto em que os processos de licenciamento podem ser demorados.
Com a entrada em operação de Pracana, a EDP soma agora seis projetos híbridos em Portugal e 11 na Península Ibérica, incluindo o projeto de Golancz na Polónia. A empresa também anunciou a entrada em operação em 2025 de dois novos projetos eólico-solares: Charneca das Lebres, em Aljezur, Portugal, e Las Lomillas, em Cuenca, Espanha. Além disso, estão em desenvolvimento projetos de energia hídrico-solar flutuante, como Alto Rabagão, em Vila Real, e Alqueva, em Beja.
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Fonte: Sapo





