A longevidade profissional está a transformar a forma como encaramos o trabalho. Com a expectativa de vida a aumentar e a saúde a melhorar, muitos portugueses estão a optar por permanecer ativos no mercado de trabalho mesmo após os 50 anos. Esta mudança de paradigma não é apenas uma tendência, mas uma necessidade que desafia as normas tradicionais de carreira.
Durante muito tempo, o percurso profissional seguia um modelo linear: formação, emprego e reforma. Contudo, este modelo já não se aplica a uma sociedade em constante evolução. Em Portugal, que ocupa o quarto lugar entre os países mais envelhecidos do mundo, é urgente refletir sobre o papel dos profissionais com mais de 50 anos. A longevidade profissional não é apenas uma conquista da medicina, mas também um ativo valioso no mercado de trabalho.
Os profissionais mais velhos trazem consigo uma vasta experiência, maturidade emocional e habilidades de liderança que são inestimáveis. Cada vez mais, vemos pessoas a mudar de área, a voltar a estudar ou a empreender, criando negócios que têm um propósito claro e um impacto positivo. A capacidade de reinventar a carreira após os 50 anos é uma demonstração de resiliência e vontade de aprender.
Neste contexto, o upskilling e o reskilling tornam-se essenciais. A adaptação às novas tecnologias e a aprendizagem contínua são fundamentais para prosperar num ambiente de trabalho em transformação, especialmente com a crescente influência da inteligência artificial. A longevidade profissional exige que os trabalhadores se mantenham atualizados e abertos a novas oportunidades.
Além disso, as empresas têm um papel crucial na valorização dos talentos com mais de 50 anos. Muitas enfrentam desafios como o idadismo e a falta de políticas que promovam a requalificação. No entanto, investir em ambientes inclusivos e em planos de carreira flexíveis pode não só reter talentos valiosos, mas também impulsionar a inovação e a diversidade nas equipas.
Reinventar a carreira após os 50 anos é, portanto, uma escolha consciente que permite continuar a crescer e a contribuir para a sociedade. Envelhecer não significa parar, mas sim evoluir e adaptar-se. É fundamental que tanto os profissionais como as empresas reconheçam a longevidade profissional como uma oportunidade para um futuro mais inclusivo e produtivo.
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longevidade profissional Nota: análise relacionada com longevidade profissional.
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Fonte: ECO





