O Banco Mundial anunciou uma revisão em baixa das previsões de crescimento económico para os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) em 2023, com exceção de Angola e Guiné-Bissau, que mantêm as suas estimativas de crescimento em 2,6% e 5,2%, respetivamente. Esta informação foi divulgada no relatório sobre as Perspetivas Económicas Globais, apresentado esta terça-feira em Washington.
Os economistas do Banco Mundial destacam que, apesar da revisão negativa, as condições de financiamento estão a melhorar. Países como Angola, República do Congo, Quénia e Nigéria estão a recuperar o acesso aos mercados de capitais internacionais, o que pode trazer um alívio às suas economias. Contudo, Angola enfrenta desafios significativos, uma vez que o seu crescimento está a ser prejudicado pela fraqueza do setor petrolífero, que continua a ser um pilar da sua economia.
Em 2025, a previsão para Angola é de que, apesar dos ganhos nos setores não petrolíferos, a produção seja afetada pela diminuição dos preços do petróleo e pelo envelhecimento dos campos de exploração. O Banco Mundial refere que a produção de petróleo em Angola foi impactada por subinvestimentos e pela baixa dos preços em comparação com o ano anterior.
Analisando as previsões para os PALOP, apenas Angola mantém a estimativa de crescimento de 2,6%, com uma perspetiva de ligeira melhoria para 2,8% em 2027. Cabo Verde deverá crescer 5,2% este ano, uma ligeira queda em relação às previsões anteriores. Por outro lado, a Guiné Equatorial apresenta um crescimento modesto de 0,4% este ano, mas com uma melhoria esperada para 2027.
A Guiné-Bissau mantém a previsão de crescimento em 5,2% para este e o próximo ano, enquanto Moçambique deverá acelerar para 2,8%, embora isso represente uma diminuição face às previsões anteriores. São Tomé e Príncipe também sofreu uma revisão em baixa, prevendo-se um crescimento de 4% este ano.
Os economistas do Banco Mundial alertam que, apesar da melhoria nas perspetivas económicas da região, os ganhos no rendimento per capita continuam a ser insuficientes para combater a pobreza e aumentar a criação de emprego. Além disso, os riscos associados às previsões permanecem em queda, incluindo a diminuição da procura externa e a instabilidade política.
O relatório também destaca que a média de crescimento na África subsaariana poderá ser ligeiramente melhorada, passando de 3,7% para 4% em 2025, mas sublinha que essa média esconde realidades muito distintas entre os países da região. Enquanto alguns avançam, outros enfrentam dificuldades significativas.
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Fonte: Sapo





