Carreiras fluidas: o futuro do trabalho e a formação contínua

O futuro do trabalho está a ser moldado por uma transformação radical, onde as carreiras fluidas se tornam cada vez mais comuns. Pedro Soeiro Carvalho, advisor do Fórum Económico Mundial, defende que as profissões tradicionais, como canalizadores e eletricistas, continuarão a ser procuradas, mas que a maioria dos empregos será substituída por uma sucessão de projetos e iniciativas. Em entrevista ao ECO, Carvalho destacou a importância da formação contínua para preparar os trabalhadores para este novo cenário.

Na conferência “Leader’s Agenda 2026”, promovida pelo Conselho Estratégico de Liderança da ISEG Alumni Económicas, Carvalho enfatizou que a formação contínua não é apenas desejável, mas uma necessidade urgente. “É fundamental que os jovens desenvolvam a sua criatividade e espírito crítico, adquirindo ferramentas de empreendedorismo”, afirmou. A formação contínua será, assim, um “oxigénio” para os profissionais que desejam adaptar-se às novas exigências do mercado.

O Fórum Económico Mundial prevê a criação de 170 milhões de empregos nos próximos anos, mas também a destruição de cerca de 92 milhões. Este cenário exige uma reconversão significativa dos trabalhadores. Carvalho acredita que a única certeza é que a inteligência artificial irá substituir muitas funções cognitivas, como cálculos e trabalho administrativo. Contudo, ele sublinha que o ritmo dessa transformação é incerto.

As novas funções que surgirão estarão, segundo Carvalho, ligadas à combinação da consciência humana com a inteligência artificial. “Precisamos de explorar o futuro e identificar as áreas onde o humano é singular e relevante”, disse. Embora seja difícil prever quais serão esses novos empregos, áreas que envolvem pensamento crítico e criatividade terão um papel central.

A ideia de que um canalizador poderá ganhar mais do que um programador, como se ouviu na Web Summit, é contestada por Carvalho. Ele considera que isso não faz sentido, uma vez que o futuro do trabalho não se baseará apenas em profissões tradicionais, mas sim em atividades que envolvem novas tecnologias e inovação.

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Carvalho também alerta para os riscos de um aumento do desemprego estrutural, que poderá ter um impacto negativo na economia e na sociedade. “Se a taxa de desemprego estrutural subir para 10, 15 ou 20%, a sustentabilidade da economia será colocada em causa”, afirmou. A formação contínua é, portanto, uma resposta necessária para mitigar esses riscos.

As carreiras fluidas, que caracterizam o futuro do trabalho, podem levar a uma precariedade, mas Carvalho acredita que é possível desenvolver políticas que minimizem as externalidades negativas. “Precisamos de um espírito empreendedor que permita transformar ideias em realidade”, disse.

Em suma, a formação contínua e a adaptação às carreiras fluidas são fundamentais para enfrentar os desafios do futuro do trabalho. “Não devemos ter medo de surfar as ondas da inteligência artificial, mas sim explorar e experimentar”, concluiu Carvalho.

Leia também: O impacto da inteligência artificial nas profissões do futuro.

carreiras fluidas carreiras fluidas Nota: análise relacionada com carreiras fluidas.

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Fonte: ECO

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