Casal precisa de 53% do rendimento para pagar T2 em Portugal

O Doutor Finanças, uma fintech especializada em bem-estar financeiro, lançou recentemente a sua nova área de Dados Imobiliários. Esta iniciativa visa analisar e divulgar informações sobre o mercado imobiliário português, focando no impacto real para famílias e empresas. No âmbito deste lançamento, foi apresentado o Observatório do Imobiliário Nacional, uma ferramenta que monitora continuamente dados sobre vendas, arrendamentos e acessibilidade à habitação em Portugal, a nível nacional, distrital e municipal.

Os primeiros dados do Observatório revelam um mercado imobiliário marcado por assimetrias territoriais e desafios crescentes em termos de acessibilidade habitacional. Um dos principais indicadores analisados é o Índice de Acessibilidade Habitacional, que relaciona o rendimento médio das famílias com a prestação média do crédito à habitação.

Os dados mostram que, em média, um casal em Portugal precisa de cerca de 53% do seu rendimento líquido para cobrir a prestação de um apartamento T2. Para uma moradia T3, esse valor sobe para 55%. A Região Autónoma da Madeira destaca-se como a área onde o esforço financeiro é mais elevado a nível nacional. Por outro lado, distritos como Guarda, Castelo Branco e Portalegre apresentam níveis de acessibilidade habitacional mais favoráveis.

Em janeiro de 2026, o preço médio nacional de venda da habitação fixou-se em 3.670 euros por metro quadrado, com Lisboa a liderar como o distrito mais caro, a 5.776 euros/m². O distrito de Faro segue com 4.776 euros/m², enquanto a Região Autónoma da Madeira se situa nos 4.363 euros/m². Em contraste, os distritos do interior, como a Guarda, apresentam preços médios muito mais baixos, com 743 euros/m².

No que diz respeito ao mercado de arrendamento, a renda média nacional atingiu 16,54 euros por metro quadrado, com Lisboa novamente no topo, a 20,89 euros/m². O Observatório confirma que a pressão sobre o arrendamento permanece elevada, principalmente devido à escassez estrutural de oferta, sem perspetivas de alívio no curto prazo.

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Nuno Leal, co-CEO do Doutor Finanças, afirma que “o mercado imobiliário entrou num novo ciclo: é hoje mais previsível, mas também mais exigente”. As famílias precisam de informação clara e contextualizada, orientada para a realidade do seu rendimento. Bruno Coelho, Administrador do Imobiliário do Doutor Finanças, acrescenta que “com a área de Dados Imobiliários e o Observatório do Imobiliário em Portugal, queremos ajudar a transformar dados em conhecimento útil, promovendo decisões mais informadas e financeiramente sustentáveis”.

O Observatório do Imobiliário Nacional baseia-se na análise sistemática de anúncios de venda e arrendamento, cruzados com dados oficiais, permitindo acompanhar a evolução dos preços, da oferta e das tendências do setor. Os dados são atualizados regularmente, constituindo um novo pilar do Doutor Finanças na produção de conhecimento económico aplicado e reforçando o seu posicionamento como referência na promoção do bem-estar financeiro.

A nova área de Dados Imobiliários tem como objetivo contribuir para uma leitura mais informada do setor, promovendo maior literacia imobiliária e apoiando decisões conscientes por parte de famílias, investidores e decisores. O mercado imobiliário é cada vez mais exigente para as famílias. Leia também: O que esperar do mercado imobiliário em 2026.

acessibilidade habitacional acessibilidade habitacional Nota: análise relacionada com acessibilidade habitacional.

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Fonte: Sapo

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