Marques Mendes, candidato presidencial apoiado pelo PSD, fez um apelo ao voto útil nas eleições que se aproximam, sublinhando a importância de evitar a associação entre o populismo e o radicalismo. Esta declaração surge na sequência das controvérsias geradas pelas recentes afirmações de João Cotrim de Figueiredo, líder da Iniciativa Liberal (IL), que não descartou a possibilidade de apoiar André Ventura numa eventual segunda volta.
Durante uma conferência de imprensa em Fátima, Marques Mendes explicou que muitos eleitores da IL podem sentir-se desiludidos com a posição do seu líder. “Quando o candidato da Iniciativa Liberal decidiu associar-se ao Chega, muitos portugueses que votaram na IL nas eleições antecipadas poderão agora sentir-se enganados”, afirmou. Para Mendes, esta situação é uma oportunidade para que os eleitores reconsiderem o seu voto e se concentrem na sua candidatura, que se apresenta como uma alternativa viável e necessária.
O candidato enfatizou que a sua proposta é uma defesa da democracia e da estabilidade, alertando para os riscos que a associação entre liberais e o Chega pode representar. “O risco para a democracia existe quando se permitem estas ligações”, disse, reforçando que a sua candidatura é fundamental para garantir um futuro estável para o país.
Marques Mendes, que tem enfrentado dificuldades nas sondagens, acredita que a maioria dos portugueses irá optar pelo voto útil, focando na estabilidade que a sua candidatura promete. “O país está farto de eleições e sou a única candidatura que se propõe defender, com toda a força, a estabilidade”, afirmou, apelando para que os votos não se dispersem.
Além disso, quando questionado sobre as alegações de assédio sexual envolvendo João Cotrim de Figueiredo, Mendes optou por não comentar a situação, mantendo o foco na sua campanha e na importância do voto útil.
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voto útil voto útil Nota: análise relacionada com voto útil.
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Fonte: ECO





