PwC Portugal vê oportunidades nos criptoativos em 2023

Após anos de cautela, as grandes consultoras começam a enxergar os criptoativos como uma oportunidade de crescimento. A PwC Portugal é um exemplo claro dessa mudança, investindo fortemente em serviços de auditoria, consultoria e assurance especializados em ativos digitais. Esta estratégia surge num contexto global de crescente aceitação dos criptoativos, especialmente nos Estados Unidos, o que pode acelerar o desenvolvimento do setor na Europa e beneficiar Portugal.

A postura da Administração Trump em relação aos criptoativos, que os colocou como prioridade política, está a influenciar a forma como as grandes auditoras encaram este mercado. A PwC, por exemplo, já começou a adaptar a sua estratégia no ano passado, após a aprovação de novas legislações que regulam os criptoativos, incluindo as stablecoins. Paul Griggs, CEO da PwC nos EUA, destaca que esta regulamentação está a criar maior confiança nos investimentos nesta classe de ativos e que a tokenização continuará a evoluir. “A PwC tem de estar neste ecossistema”, afirma.

Em Portugal, a visão da PwC é semelhante. Rodrigo Domingues, partner da PwC, sublinha que o contexto global representa uma oportunidade para o ecossistema cripto. “O aumento da maturidade do mercado, impulsionado por desenvolvimentos regulatórios, reforça a procura por serviços de auditoria e consultoria especializados em blockchain e criptoativos”, explica. A consultora tem investido em ferramentas e equipas dedicadas para apoiar os seus clientes nesta nova jornada.

Domingues acredita que a convergência regulatória global irá acelerar o crescimento responsável do setor na Europa, e Portugal pode posicionar-se como um hub inovador para projetos da Web3. A PwC oferece um leque abrangente de serviços relacionados com ativos digitais e tem colaborado com clientes nesta área há vários anos, comprometendo-se a apoiar e aconselhar à medida que o ecossistema digital e o enquadramento regulatório evoluem.

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Embora outras grandes consultoras em Portugal, como Deloitte, EY e KPMG, não tenham comentado sobre o aumento do interesse nos criptoativos, a tendência é clara a nível internacional. O Financial Times reporta que a PwC tem auditores a trabalhar com empresas do setor, como a Mara Holdings, uma mineradora de bitcoins, e a prestar aconselhamento fiscal relacionado com estes ativos. A Deloitte, por sua vez, audita a Coinbase desde 2020 e lançou o seu primeiro “roteiro para ativos digitais” no ano passado. A KPMG também começou a promover os seus serviços de aconselhamento e gestão de risco em torno dos criptoativos.

Este movimento está a exigir que as auditoras reforcem a sua capacidade de resposta às novas exigências do mercado. Paul Griggs, da PwC, menciona que a empresa teve de buscar recursos externos para fortalecer a sua expertise em criptomoedas. “Nunca nos envolveremos num negócio para o qual não estejamos preparados”, garante, reforçando o compromisso da PwC em se adaptar a este novo cenário.

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Fonte: ECO

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