Saúde e Trabalho Dominam Campanha Presidencial em Portugal

No décimo dia da campanha oficial para as eleições presidenciais em Portugal, a expectativa em torno da nova sondagem que será divulgada esta quarta-feira é palpável. Tradicionalmente, as atividades dos candidatos começam a desacelerar à medida que a data das eleições se aproxima. No entanto, os resultados da sondagem podem influenciar os últimos dias de campanha rumo a Belém.

João Cotrim de Figueiredo, candidato apoiado pela Iniciativa Liberal, voltou a esclarecer uma declaração controversa sobre o líder do Chega, André Ventura. Cotrim admitiu que a sua afirmação foi um “momento bastante infeliz” e reconheceu a falta de clareza que gerou mal-entendidos. “Quis mostrar que não me comprometia com nenhum candidato, mas acabei por comprometer-me com todos”, explicou durante uma visita a um lar em Viseu.

André Ventura, por sua vez, criticou Cotrim por ter recuado no apoio à sua candidatura numa eventual segunda volta. “Um candidato presidencial não pode andar a dizer uma coisa num dia e, no seguinte, afirmar que não sabe o que lhe passou pela cabeça”, afirmou Ventura durante uma arruada em Braga.

A saúde e o trabalho emergem como temas centrais na campanha. A manifestação convocada pela CGTP-IN contra as alterações ao Código do Trabalho propostas pelo Governo trouxe à rua candidatos como Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, e António Filipe, do PCP. Ambos aproveitaram a oportunidade para criticar o Executivo de Luís Montenegro, acusando-o de adiar discussões sobre a lei laboral para evitar que se tornassem um tema central nas presidenciais.

Catarina Martins denunciou que as propostas do Governo representam um “assalto aos direitos de quem trabalha”. António Filipe, por sua vez, afirmou que, se eleito, usará todos os poderes constitucionais para impedir retrocessos na legislação laboral. “As eleições presidenciais também podem ser um momento de luta contra o pacote laboral”, reiterou.

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A questão da saúde também foi abordada, com António José Seguro, apoiado pelo PS, a desafiar a ideia do primeiro-ministro de que os problemas no SNS são meras perceções. “A situação é real e as dificuldades que os portugueses enfrentam, especialmente em situações vulneráveis, são palpáveis”, garantiu.

João Cotrim de Figueiredo também se manifestou sobre o SNS, afirmando que as pessoas que aguardam consultas e cirurgias não são apenas números, mas casos reais que refletem a ineficiência do sistema. Luís Marques Mendes, do PSD, pediu maior sensibilidade do Ministério da Saúde em relação às questões que afetam a população.

Num contexto de crescente desinformação, um estudo do LabCom revelou que desde novembro de 2025, as publicações associadas às presidenciais somaram mais de 7,7 milhões de visualizações nas redes sociais, com André Ventura a concentrar 85,7% dos casos.

À medida que a campanha avança, os candidatos continuam a percorrer o país, com Luís Marques Mendes a iniciar o dia no Mercado Municipal de Arcos de Valdevez, enquanto André Ventura se dirige ao Mercado Municipal das Caxinas, em Vila do Conde. A saúde e o trabalho permanecem no centro das discussões, refletindo as preocupações dos eleitores.

Leia também: O impacto das sondagens nas eleições presidenciais.

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Fonte: ECO

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