Casas em Lisboa sete vezes mais caras que na Guarda

O primeiro relatório do Observatório Imobiliário em Portugal revela as grandes disparidades nos preços da habitação, tanto para venda como para arrendamento, entre o litoral e o interior do país. As diferenças são marcantes, com os preços por metro quadrado a variarem até sete vezes entre o distrito mais caro e o mais barato na venda, e quatro vezes no arrendamento.

Ao analisar a acessibilidade da habitação, considerando os rendimentos médios de cada distrito, as desigualdades tornam-se ainda mais evidentes. No distrito com menor acessibilidade, o esforço financeiro necessário para adquirir uma casa é dez vezes superior ao do distrito mais acessível.

O Observatório Imobiliário, criado pelo Doutor Finanças, tem como objetivo sistematizar e divulgar dados fiáveis sobre o mercado residencial. Este relatório, que se baseia em dados de anúncios imobiliários e estatísticas do INE, cobre todo o território nacional, permitindo uma análise detalhada dos preços e condições de acessibilidade à habitação.

Em termos de preços de venda, Lisboa destaca-se como o distrito mais caro, com um preço médio de 5.776 euros por metro quadrado, mais de sete vezes superior ao preço na Guarda, que se situa nos 743 euros por metro quadrado. Faro e a Região Autónoma da Madeira seguem Lisboa no ranking, com preços de 4.776 euros/m² e 4.363 euros/m², respetivamente. No lado oposto, distritos como Bragança e Castelo Branco apresentam valores significativamente mais acessíveis, com preços a rondar os 950 euros/m² e 987 euros/m².

No que diz respeito ao arrendamento, a média nacional é de 16,54 euros por metro quadrado. Lisboa lidera novamente, com um valor médio de 20,89 euros/m², seguida pela Madeira e Faro. Em contraste, Vila Real apresenta o valor mais baixo, com apenas 5,18 euros/m². Apesar das diferenças no arrendamento serem menos acentuadas do que na venda, os distritos mais baratos continuam a ser aqueles localizados no interior do país.

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Um dos indicadores mais relevantes do relatório é o Índice de Acessibilidade Habitacional (IAH), que compara o rendimento líquido médio de um casal com a prestação média do crédito à habitação em cada distrito. Para calcular este índice, são considerados o rendimento médio e a prestação média do crédito, com uma taxa média de 2,9% e um prazo de 30 anos.

Por exemplo, na Madeira, um casal precisa de gastar 70% do seu rendimento líquido para pagar a prestação de um apartamento T2, enquanto em Portalegre esse valor reduz-se para apenas 14%. A média nacional é de 53%, o que indica que mais da metade do rendimento de um casal é consumido pela prestação da casa.

Além da análise distrital, o relatório permite ainda explorar dados sobre preços médios de venda e arrendamento por município, bem como a comparação entre diferentes tipologias de imóveis.

Leia também: A evolução do mercado imobiliário em Portugal.

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Fonte: Doutor Finanças

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