Chanel e Kering entre os principais credores da Saks Global

A Saks Global, uma das maiores cadeias de armazéns dos Estados Unidos, anunciou recentemente a sua falência, revelando que a marca de luxo francesa Chanel e a Kering, proprietária da Gucci, estão entre os seus principais credores. De acordo com documentos judiciais, a Chanel detém créditos de 136 milhões de dólares, enquanto a Kering tem um crédito de 60 milhões de dólares.

A falência da Saks Global é uma das mais significativas no setor do retalho nos últimos anos, ocorrendo pouco mais de um ano após a fusão que uniu a Saks Fifth Avenue, a Bergdorf Goodman e a Neiman Marcus sob o mesmo grupo. A empresa apresentou um pedido de proteção contra credores, revelando que a sua dívida totaliza cerca de 3,4 mil milhões de dólares. Os 30 maiores credores não garantidos somam créditos que ultrapassam os 712 milhões de dólares.

Além da Chanel e da Kering, outras marcas de luxo como a Mayhoola, dona da Valentino, a Richemont, a Zegna, a LVMH, a Brunello Cucinelli e a Burberry também figuram entre os principais credores. Curiosamente, empresas tecnológicas como a Meta e a Google, do grupo Alphabet, estão igualmente incluídas nesta lista.

A situação da Saks Global tem vindo a agravar-se, com problemas de gestão de inventários e elevados níveis de dívida a causar atrasos nos pagamentos a fornecedores. Esta crise levou a uma reestruturação da equipa de gestão, com Richard Baker, o CEO que implementou uma estratégia de aquisições que deixou a empresa endividada, a ser substituído por Geoffroy van Raemdonck, ex-CEO da Neiman Marcus.

Apesar das dificuldades, algumas marcas credoras expressaram otimismo em relação ao futuro da Saks Global. A Brunello Cucinelli, que tem créditos de cerca de 21 milhões de euros, manifestou confiança na nova liderança e na capacidade da empresa de se reerguer. A Zegna também elogiou a Saks Global, considerando-a um parceiro estratégico essencial para o setor do luxo.

Leia também  Carvana vai integrar o S&P 500 em dezembro

As ações das empresas europeias de luxo, incluindo a maioria dos credores não garantidos, mantiveram-se relativamente estáveis após o anúncio da falência. No entanto, analistas apontam que a Saks Global enfrenta problemas estruturais que podem comprometer a sua recuperação.

Leia também: O impacto da falência da Saks Global no mercado de luxo.

Leia também: Governo suspende exigência para subsídio de mobilidade até janeiro

Fonte: ECO

Simular quanto pode poupar nos seus seguros!

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top