O candidato presidencial Gouveia e Melo manifestou, esta quarta-feira, a sua preocupação com a possibilidade de os portugueses escolherem um mau Presidente da República. As suas declarações surgiram após uma visita ao mercado de Alvalade, em Lisboa, que se encontrava praticamente vazio de clientes.
Gouveia e Melo, que já foi chefe do Estado-Maior da Armada, desvalorizou as sondagens que o colocam fora da segunda volta das eleições, mas não hesitou em alertar: “Estou verdadeiramente angustiado com o que se passa, porque acho que podemos correr o risco de escolher um mau Presidente da República.” O candidato apelou aos eleitores para que, ao pensarem em voto útil, não se deixem levar apenas por partidos.
O ex-almirante dirigiu uma crítica ao seu adversário António José Seguro, afirmando que “as pessoas não devem confundir pose com a substância que é necessária na nova Presidência da República.” Gouveia e Melo também se referiu ao eurodeputado liberal, Cotrim Figueiredo, considerando que a sua iniciativa de escrever ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, demonstra uma subserviência que não é desejável na Presidência. “Um Presidente não deve ser subserviente”, sublinhou.
Questionado sobre a possibilidade de André Ventura, presidente do Chega, passar à segunda volta, Gouveia e Melo reiterou a sua crítica ao líder do Chega, afirmando que “não desperdicem o voto em quem não quer ser Presidente.” Para ele, Ventura está mais preocupado com a lógica partidária do que com a verdadeira função de um Presidente da República.
Apesar de acreditar que Ventura não vencerá as eleições, Gouveia e Melo alertou para os riscos que isso poderia representar para a democracia, referindo que a vitória do Chega poderia resultar numa “mudança revolucionária” e numa rutura constitucional.
Gouveia e Melo encerrou as suas declarações com um apelo à reflexão dos eleitores, enfatizando a importância de uma escolha consciente e responsável. “Leia também: O que está em jogo nas eleições presidenciais.”
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Fonte: Sapo





