Candidatos presidenciais disputam moderação na corrida eleitoral

Na reta final da corrida presidencial, a luta pela moderação intensifica-se entre os candidatos. Três sondagens divulgadas em menos de 24 horas indicam que André Ventura, do Chega, poderá avançar para a segunda volta, mas a outra vaga permanece indefinida. A sondagem da Universidade Católica coloca António José Seguro, do PS, na posição privilegiada, enquanto a Aximage também aponta para o mesmo, deixando Luís Marques Mendes, do PSD, em desvantagem. Por outro lado, um estudo da Intercampus sugere que Marques Mendes poderá ser o segundo candidato a avançar, relegando Seguro para a quarta posição.

Com João Cotrim de Figueiredo, do Iniciativa Liberal, envolvido em acusações de assédio sexual, os candidatos do PS e do PSD têm estado em constante movimento, tentando conquistar o eleitorado moderado, um espaço que historicamente pertence a estes partidos. Luís Montenegro, líder do PSD, já classificou Seguro como estando nos “extremos”, alertando para o risco de um confronto entre os candidatos do PS e Chega na segunda volta.

Durante uma visita a uma empresa de produção de frutas e legumes em Montemor-o-Velho, Seguro respondeu a Montenegro, afirmando que “a democracia se constrói com diálogo, não com extremismos”. O socialista expressou a esperança de que, em breve, estará a trabalhar com o atual primeiro-ministro em Belém para resolver os problemas dos portugueses.

Por outro lado, Luís Marques Mendes, em Amarante, apelou aos eleitores que votaram na Aliança Democrática nas legislativas de maio, destacando a moderação e a experiência como atributos da sua candidatura. A sua mensagem foi reforçada por um vídeo onde Cavaco Silva elogia as suas competências para garantir a estabilidade política.

Entretanto, o caso de assédio sexual envolvendo Cotrim de Figueiredo voltou a ser um tema quente na campanha. A ex-assessora do partido, Inês Bichão, afirmou que os factos serão apurados nos tribunais, enquanto a Iniciativa Liberal desmentiu qualquer queixa formal. Cotrim de Figueiredo, por sua vez, acusou a comunicação social de ser cúmplice de um “assassinato de caráter brutal”.

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André Ventura, que celebrou o seu 43º aniversário em Ponte de Lima, prometeu que o país “terá ordem” a partir de domingo, criticando adversários que, segundo ele, apenas oferecem “conversas bonitas”. A sua postura tem gerado reações, como a de Henrique Gouveia e Melo, que considerou o uso de símbolos militares por Ventura como um desrespeito.

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) anunciou a abertura de três procedimentos administrativos relacionados com a lei das sondagens, após identificar conteúdos de desinformação nas redes sociais. A monitorização revelou que 86% dos casos de desinformação estavam relacionados com André Ventura, que acumulou mais de 7,7 milhões de visualizações.

Com a corrida presidencial a entrar na sua fase decisiva, os candidatos intensificam as suas campanhas. António José Seguro inicia o último dia de campanha em Vila do Conde, enquanto André Ventura se concentra em Lisboa. Cada um deles procura conquistar o eleitorado moderado, essencial para garantir uma vaga na segunda volta.

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Fonte: ECO

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